“Não há tempo para investigação” na formação docente
A investigação é hoje uma componente indispensável na formação de professores e educadores, incluindo na área da educação artística. A ideia foi defendida por Ana França Kot-Kotecki durante a mesa redonda dedicada aos “50 anos da Autonomia e o impacto na Educação na Madeira”.
A docente explicou que, no contexto universitário, é assumido que os professores participem em processos de investigação, embora nem todos se dediquem a essa dimensão da mesma forma.
Segundo referiu, a investigação pode assumir diferentes vertentes, desde abordagens pedagógicas aplicadas à sala de aula até estudos mais aprofundados sobre metodologias e práticas educativas.
“É impossível transformar os contextos, acompanhar mudanças ou alterar metodologias sem investigar e sem perceber o que está a acontecer noutros países”, afirmou.
Ana França Kot-Kotecki sublinhou que, na área da educação artística na Universidade da Madeira, vários docentes conciliam a docência com a investigação, trabalhando muitas vezes em articulação interdisciplinar.
A responsável reconheceu, no entanto, que a investigação nem sempre dispõe de tempo exclusivo, sendo frequentemente realizada em paralelo com outras responsabilidades académicas.
“A resposta simples é não. A investigação é feita muitas vezes nos tempos menos livres”, admitiu.