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Madeira

“Não há tempo para investigação” na formação docente

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Foto Rui Silva/ Aspress

A investigação é hoje uma componente indispensável na formação de professores e educadores, incluindo na área da educação artística. A ideia foi defendida por Ana França Kot-Kotecki durante a mesa redonda dedicada aos “50 anos da Autonomia e o impacto na Educação na Madeira”.

A docente explicou que, no contexto universitário, é assumido que os professores participem em processos de investigação, embora nem todos se dediquem a essa dimensão da mesma forma.

Segundo referiu, a investigação pode assumir diferentes vertentes, desde abordagens pedagógicas aplicadas à sala de aula até estudos mais aprofundados sobre metodologias e práticas educativas.

“É impossível transformar os contextos, acompanhar mudanças ou alterar metodologias sem investigar e sem perceber o que está a acontecer noutros países”, afirmou.

Ana França Kot-Kotecki sublinhou que, na área da educação artística na Universidade da Madeira, vários docentes conciliam a docência com a investigação, trabalhando muitas vezes em articulação interdisciplinar.

A responsável reconheceu, no entanto, que a investigação nem sempre dispõe de tempo exclusivo, sendo frequentemente realizada em paralelo com outras responsabilidades académicas.

“A resposta simples é não. A investigação é feita muitas vezes nos tempos menos livres”, admitiu.