Jorge Afonso Freitas defende “raio-X” à animação nocturna do Funchal
O vereador independente na Câmara Municipal do Funchal (CMF), Jorge Afonso Freitas, defendeu a realização de um “raio-X” à animação nocturna da cidade, através da criação de um observatório municipal que permita analisar e planear o futuro deste sector.
Segundo o autarca, as novas dinâmicas que começam a surgir no Funchal, nomeadamente a abertura prevista de novos espaços de restauração, lazer e entretenimento nas galerias comerciais associadas à Marina do Funchal, representam uma oportunidade para reforçar a oferta de animação nocturna, mas exigem também uma reflexão estratégica sobre o modelo de vida nocturna que a cidade pretende desenvolver. “Não discutimos o regulamento do ruído, mas hoje falámos das questões das novas dinâmicas de diversão noturna, nomeadamente como para breve vamos ter novos espaços de restauração e diversão noturna, por exemplo, na Marina do Funchal, o novo projeto da Marina do Funchal, ainda que não seja de jurisdição da Câmara, mas vai introduzir uma nova dinâmica na noite”, explicou o vereador aos jornalistas, no final da reunião semanal do executivo.
Regulamento do ruído é para manter mas há excepções
O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, anunciou hoje que a autarquia não vai rever o Regulamento de Horários de Funcionamento de Estabelecimentos e Actividades Ruidosas do Município do Funchal, mas é possível alterar os horários de funcionamento de restaurantes e bares durante o próximo Mundial de Futebol. Em causa está o facto de, devido à diferença de fuso horário, os jogos serem disputados em horas portuguesas tardias.
Jorge Afonso Freitas sublinhou que a introdução destes novos espaços pode ter impacto no regulamento do ruído: “E poderá ter impacto. Então falámos da necessidade de fazer um novo raio-X, ou seja, um novo observatório, às dinâmicas da noite com silêncio, porque as cidades no que diz respeito à noite são dinâmicas, consequentemente às ondas que passam de tendência e outras que passam a outras tendências, há uma mudança de tendência muito grande muitas vezes nos percursos de diversão nocturna.”
Para o vereador, o observatório permitiria ouvir empresários do sector, residentes, turistas e agentes culturais, além de avaliar o impacto económico, social e urbano da atividade nocturna. Jorge Afonso Freitas acrescentou que esta análise deve incluir a diversificação da oferta de entretenimento e a eventual legitimação de novas tipologias de espaços, como bares dançantes e bares com karaoke, bem como a reabilitação de locais anteriormente abandonados.
“Outra coisa importante também no âmbito desse observatório para a noite é, por exemplo, revermos um conjunto de espaços que estão fechados, que já foram discotecas, que já foram bares, há muitos aí abandonados, que têm licenciadas pistas-danças, que estão adormecidas, porque elas existem, esses espaços, que já foram em tempos… e que às vezes podem ser espaços que podemos reabilitar para a diversão nocturna”, elaborou.
O independente reforçou que a prioridade é primeiro observar e diagnosticar a realidade: “Primeiro fazer o observatório. Primeiro fazer um raio-X do que queremos da noite, onde são os verdadeiros epicentros dos grandes grupos e com a introdução de um novo espaço que vamos ter. Primeiro observar e depois dessa observação, então passarmos para uma análise do desrespeito ao prolongamento ou não aos horários de funcionamento”.
Jorge Afonso Freitas defendeu ainda que o dito observatório permitiria ainda preparar a cidade para eventos de grande escala, como o Mundial de 2026, que poderá prolongar a diversão nocturna.
"A diversão noturna faz parte das cidades, numa cidade como esta tem de ser feita de forma saudável”, acrescentou.