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Líder da oposição Corina Machado promete regressar à Venezuela dentro de semanas

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A líder da oposição venezuelana e Prémio Nobel da Paz, Maria Corina Machado, prometeu hoje que regressará à Venezuela dentro de "algumas semanas" para "garantir uma transição ordenada, sustentável e imparável para a democracia".

Corina Machado, que se encontra nos Estados Unidos da América, sublinhou que irá para a Venezuela para consolidar um amplo consenso nacional entre diversos setores e preparar, uma "nova e gigantesca" vitória eleitoral, refere a agência noticiosa espanhola Efe.

"Retornarei à Venezuela dentro de em algumas semanas. Quero fazer isso, assim como centenas de milhares de venezuelanos exilados ao redor do mundo", declarou a Prémio Nobel da Paz de 2025, num vídeo publicado nas suas redes sociais.

Maria Corina Machado indicou que existe "um roteiro claro a seguir", incluindo o fortalecimento da "unidade dos venezuelanos", iniciada com as eleições primárias da oposição em 2023 e continuada com os comités de campanha, organizações políticas e sociais para as eleições presidenciais de 2024, nas quais o órgão eleitoral -- alinhado com chavismo -- proclamou a vitória de Nicolás Maduro.

A líder da oposição insistiu que a vitória naquelas eleições pertenceu ao candidato da maioria oposicionista, Edmundo González Urrutia, o que foi contestado e ignorado por Maduro.

Corina Machado acrescentou que é necessário finalizar um amplo acordo nacional com organizações e líderes políticos e sociais para estabelecer um consenso para "alcançar a governabilidade ao longo do processo de transição para uma Venezuela democrática".

A política agradeceu aos Estados Unidos da América, ao seu Governo, aos membros do Congresso, aos juízes e aos militares que "arriscaram as suas vidas pela liberdade da Venezuela", referindo-se à captura de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, num ataque relâmpago a Caracas e outras três regiões próximas, a 03 de janeiro deste ano.

"O Presidente Donald Trump, com visão e coragem, levou Nicolás Maduro à justiça internacional", considerou.

A ex-deputada declarou que o Governo interino venezuelano de Delcy Rodríguez (vice-presidente de Maduro) quer "ganhar tempo", mas que agora deve seguir "as instruções para avançar com o desmantelamento da repressão, a recuperação económica" do país e "seguir em direção à transição".

No início de fevereiro, Corina Machado afirmou que eleições democráticas poderiam ser realizadas na Venezuela em menos de um ano, numa entrevista publicada pelo portal de notícias online 'Político'.

"Acreditamos que um processo de transição real, com votação manual (...) poderia ser concluído em nove ou dez meses", admitiu, acrescentando que isso dependerá de quanto mais cedo começar o processo.

A líder da oposição deixou a Venezuela em dezembro rumo à Noruega para receber o Prémio Nobel da Paz, após passar quase um ano escondida, para fugir à prisão decretada pelo então Presidente Nicolás Maduro.