Micaela Freitas admite falta de pedopsiquiatras e anuncia abertura de concurso
A secretária regional de Saúde e Protecção Civil, Micaela Fonseca de Freitas, admitiu este domingo, 1 de Março, a escassez de pedopsiquiatras no Serviço Regional de Saúde, numa reacção a uma manchete publicada dia 3 de Fevereiro de 2026, no DIÁRIO, quando noticiou as dificuldades do SESARAM no atendimento a crianças e jovens com perturbações mentais, emocionais e comportamentais, dando conta de que, desde janeiro, a unidade da Sagrada Família apenas estava a receber adolescentes. A mesma problemática voltou a ser alvo de destaque hoje, no Jornal da Madeira (JM).
Falta de médicos condiciona internamento
Sem pedopsiquiatras, o SESARAM enfrenta dificuldades no atendimento a crianças e jovens com perturbações mentais, emocionais e comportamentais. Desde Janeiro que a unidade da Sagrada Família só recebe adolescentes. É esta a notícia que faz manchete na edição impressa do DIÁRIO de Notícias da Madeira desta terça-feira, 3 de Fevereiro.
À margem da visita às actividades do Parque Educativo, no âmbito do Dia Internacional da Protecção Civil, na Praça do Povo, no Funchal, a governante reconheceu que a Região enfrenta constrangimentos nesta área. “Esta é uma realidade que a Secretaria da Saúde admite. A Região Autónoma da Madeira não tem os pedopsiquiatras que nós desejaríamos”, afirmou.
Micaela Fonseca de Freitas enquadrou o problema numa escala mais ampla, sublinhando que se trata de “um desafio não só da Região, mas também do país”, referindo que, a nível nacional, “não há os números de pedopsiquiatras que desejaríamos”.
Actualmente, segundo a titular da pasta, existem dois especialistas a exercer funções na Região. “Neste momento temos dois pedopsiquiatras”, precisou, acrescentando que o Executivo tem procurado mitigar as dificuldades “através de projectos” e em articulação com a unidade da Sagrada Família, parceira do Governo nesta área.
A responsável anunciou ainda a intenção de abrir concurso para reforçar a equipa. “Vamos brevemente abrir um concurso para pedopsiquiatras”, disse, realçando, ainda assim, que o número de vagas ainda está a ser definido.
“Está a ser analisado agora para ver qual é o número óptimo de pedopsiquiatras a contratar”, concluiu.