Segunda fase da unidade de saúde do Porto Santo será adjudicada por mais de 30 milhões
Presidente do Governo Regional falou de obras em "lista de espera"
O presidente do Governo Regional da Madeira, que falava esta tarde à margem da abertura da Confeitaria Felisberta, no Funchal, adiantou que a adjudicação da segunda fase da unidade de saúde do Porto Santo deverá ficar em torno nos 32 a 33 milhões de euros. Um valor muito superior ao previsto, mas que resultou do facto do concurso anterior, lançado por 17 milhões de euros, ter ficado deserto.
Miguel Albuquerque disse mesmo que há uma série de obras "em lista de espera" na ilha dourada, inclusive obras privadas, que resultam não apenas do encarecimento dos preços, mas também da falta de mão-de-obra. Uma realidade que também se verifica na ilha da Madeira.
O governante referiu-se, neste contexto, às obras programadas para o aeroporto do Porto Santo, cujo primeiro concurso lançado pela ANA – Aeroportos de Portugal também ficou deserto, isto numa referência à audição parlamentar a respeito do Aeroporto da Madeira e a respectiva gestão, que contou ontem com Thierry Ligonnière, director-geral da ANA - Aeroportos de Portugal.
“Trata-se de uma intervenção necessária e que está prevista no contrato de concessão. Espera-se que, com algum esforço, seja possível iniciar esta obra, que se encontra bem definida e que terá um impacto muito relevante, sobretudo para o desenvolvimento do Porto Santo”, observou, dizendo também que o que precisamos é de acelerar o estudo sobre os limites de vento no aeroporto da Madeira.
Ainda assim, Miguel Albuquerque não se quis comprometer com um timing exacto para novas tomadas de decisão, por entender que, quando está em causa a segurança das pessoas, os estudos “têm de ser rigorosos, ponderados e realizados dentro de um prazo que nem sempre corresponde à expectativa imediata”.