Rodrigues apela ao voto e pede Presidente com legitimidade
Líder do CDS-PP Madeira defende estabilidade, reformas e aprofundamento da autonomia
Após votar na Escola da Ajuda, José Manuel Rodrigues, presidente do CDS-PP Madeira e secretário regional de Economia, apelou à participação eleitoral, sublinhando a necessidade de um Presidente da República com forte legitimidade e autoridade política.
“O apelo que faço é a todos os madeirenses e porto-santenses para que vão votar, porque precisamos de um Presidente da República com o máximo de legitimidade possível, para que tenha também autoridade num momento em que o País, para além da crise internacional, atravessa um período de emergência nacional, face às calamidades”, afirmou.
Perante este contexto, considerou essencial um chefe de Estado capaz de cooperar com os restantes órgãos de soberania. “Precisamos de um Presidente com a legitimidade que lhe é conferida pelo voto dos portugueses e com autoridade para lidar com a situação, em cooperação com os diversos órgãos de soberania, a começar pelo Governo”, frisou.
José Manuel Rodrigues destacou ainda a importância da estabilidade política. “Precisamos de um Presidente da República que contribua para a estabilidade política necessária, para que as legislaturas sejam cumpridas e tenham os quatro anos que a lei prevê”, disse.
Defendeu igualmente um Presidente reformista, que apoie mudanças estruturais. “Precisamos de um Presidente que ajude o Governo e os outros órgãos de soberania a concretizar reformas, designadamente nas áreas da justiça, da saúde e da protecção civil, mas também que contribua para o aprofundamento das autonomias, numa revisão da Constituição, e para a regeneração do sistema político e a credibilização das instituições do regime democrático”, acrescentou.
Questionado sobre a eventual influência do Presidente da República na estabilidade governativa da Madeira, José Manuel Rodrigues considerou que a questão se coloca sobretudo a nível nacional. “O Presidente tem poderes, designadamente quanto à dissolução do Parlamento Regional, mas não vejo que isso esteja em equação. Tivemos várias eleições regionais nos últimos tempos e, neste momento, existe estabilidade política na Madeira, assegurada por uma coligação de dois partidos”, afirmou.
Confrontado com a questão de saber se os candidatos deram garantias suficientes à Região, admitiu que esse factor pesou na sua decisão. “Isso influenciou naturalmente o meu voto, mas não o vou revelar”, concluiu.