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Madeira

Terrenos abandonados precisam de incentivos, alerta viticultor

Juan Oliveira defende apoios para recuperar áreas e preservar o Vinho da Madeira

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“Existem muitos terrenos abandonados que poderiam ser cultivados”, alertou o produtor de vinho Juan Oliveira, à margem do I Seminário de Viticultura – ‘A Videira e as Alterações Climáticas’, a decorrer este sábado no Estreito de Câmara de Lobos.

O viticultor explicou que, apesar de a construção ocupar alguns dos melhores terrenos, muitas áreas agrícolas continuam por explorar e poderiam ser recuperadas para a produção de uva e Vinho da Madeira. Para isso, defende a criação de apoios específicos, sobretudo para jovens e herdeiros de terrenos abandonados.

“Devia haver incentivos, pelo menos para a malta jovem e para os herdeiros que têm terrenos perdidos, para conseguirem cultivar para o nosso Vinho da Madeira”, acrescentou.

Sobre os apoios existentes do Governo, Juan Oliveira foi crítico: “Existe apoio, mas talvez não seja suficiente nem justo. Há apoios, mas penso que não chegam.”

O produtor mantém uma vinha de Tinta Negra Mole, com cerca de 10 mil metros quadrados, e destacou que os principais desafios passam pelas alterações climáticas, pelo combate a doenças como o oídio, agravados pela diminuição das áreas de cultivo face à pressão imobiliária.

“É cada vez mais necessário criar incentivos e condições que tornem a agricultura viável, ajudando a recuperar terrenos abandonados e a manter a produção, sobretudo para os jovens e herdeiros que querem apostar na vinha”, concluiu.