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Madeira

Apoio à casta Boal sobe para 255 euros por tonelada

Governo Regional reforça incentivos ao sector que atingiu 22,2 milhões de euros em vendas em 2025

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O apoio à casta Boal vai aumentar de forma significativa já em 2026, passando de 81 para 255 euros por tonelada, igualando o incentivo atribuído à Tinta Negra, numa medida que o Governo Regional considera estratégica para reforçar a viticultura madeirense e incentivar a produção.

"No caso da casta Boal, que tinha um apoio de 81 euros por tonelada, vamos igualar ao da Tinta Negra, passando também para 255 euros por tonelada, como forte incentivo ao produtor."

Foi com este anúncio que o secretário regional da Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, destacou o reforço dos apoios à viticultura, à margem da sessão de abertura do I Seminário de Viticultura – ‘A Videira e as Alterações Climáticas’, que decorre este sábado, no Estreito de Câmara de Lobos.

O governante explicou que a medida será aplicada já em 2026, através do POSEI, com reforço do Orçamento da Região, no âmbito de uma estratégia que considera a viticultura e o Vinho Madeira sectores estratégicos para a economia regional.

Nuno Maciel sublinhou que o aumento dos apoios surge num contexto de crescimento do sector, lembrando que em 2025 a comercialização global do vinho na Região Autónoma da Madeira atingiu 22,2 milhões de euros, impulsionada sobretudo pela subida das vendas dos vinhos de mesa, que ultrapassaram 1,7 milhões de euros.

Apesar dos bons resultados económicos, o secretário regional alertou para os desafios colocados pelas alterações climáticas, nomeadamente os invernos mais quentes, que têm impacto directo no ciclo produtivo da vinha.

Nesse sentido, revelou que estão a ser desenvolvidos estudos técnicos no terreno em vários concelhos da Região, incluindo Câmara de Lobos, com o objectivo de melhorar o estado de dormência da vinha e potenciar o rebentamento da uva, recorrendo a conhecimento científico e novas técnicas.

O responsável destacou ainda projectos em curso para a disponibilização de plantas isentas de vírus, bem como a aposta em novos porta-enxertos, visando aumentar a produtividade e a qualidade da produção vitivinícola, mesmo num cenário de redução de área agrícola.