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Proteção Civil sem reporte de situações graves com subida dos caudais dos rios

No entanto, a Capitania do Douro aumenta alerta de iminência de cheias para vermelho

Foto ESTELA SILVA/Lusa
Foto ESTELA SILVA/Lusa

A proteção civil informou hoje que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.

"Não temos conhecimento a esta hora [08:30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas", disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vitimas ou danos significativos.

Como referido, a Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto.

"Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas", explicou Pedro Cervaens.

Entre as medidas previstas neste alerta vermelho, o nível mais elevado, está a interdição da navegação a todos os navios e embarcações no rio Douro, a implementar pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em declarações à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, "caso seja necessário por questões de segurança".

"Os municípios, no âmbito dos seus planos prévios de intervenção, também estão articulados com estes alertas e implementam também outras medidas. Enquanto estes caudais se mantiverem assim, durante um período significativo, vamos manter o alerta vermelho para o rio Douro", resumiu.

Entre as medidas possíveis podem ser implementados "condicionamentos mais restritos".

O rio Douro transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas.

Cerca das 06:30, num ponto de situação à agência Lusa, a Capitania do Douro informou que "o rio subiu até aos 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência], passando o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]".

"Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado", disse Pedro Cervaens.

Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15:00 de hoje, um nível em vigor até às 12:00 de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Doze pessoas morreram no país desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.