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Madeira

Juros e proveitos equiparados da banca na Madeira dispararam 14,6%

Depósitos bancários tiveram um aumento brutal de quase 180%. Prémios de seguros também subiram

Foto Shutterstock
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Os juros e proveitos equiparados da actividade da banca na Região Autónoma da Madeira "rondaram os 127,1 milhões de euros em 2024, o que representa um aumento significativo de 14,6% face a 2023", informa hoje a Direção Regional de Estatística (DREM) em dados que actualizam a Série Retrospetiva das Estatísticas de Bancos e Seguradoras para a Região Autónoma da Madeira.

Estes indicadores mostram ainda que as comissões recebidas pelos estabelecimentos bancários localizados na RAM "subiram para 34,1 milhões de euros, ou seja, +16,5% em relação ao ano precedente", enquanto nesse ano "os juros de depósitos de clientes atingiram os 45,2 milhões de euros, representando um incremento expressivo de 179,5% em relação ao ano anterior", aponta, num claro sinal dos clientes em reforçar as poupanças.

Já na actividade seguradora, "os prémios brutos emitidos pelos estabelecimentos de empresas de seguros na Região subiram para os 71,2 milhões de euros em 2024, correspondendo a um aumento de 12,8% face ao ano precedente", refere nesse contexto.

Nos dados mais particulares dos bancos, segundo a informação apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2024 e que a DREM resume hoje: "A outra intermediação monetária (OIM), constituída por estabelecimentos de bancos, caixas económicas e caixa de crédito agrícola, mantinha em atividade 75 estabelecimentos na Região Autónoma da Madeira (RAM), o que representa uma redução de três unidades face a 2023. Após o pico atingido em 2009 (182 estabelecimentos), o número de estabelecimentos bancários tem vindo a diminuir de forma constante, sendo o número registado em 2024 o mais baixo observado na Região desde o início da série (1997)."

Perante estas evidências, não estranha esta outra: "Mais de metade (52,0%) dos 75 estabelecimentos de bancos, caixas económicas e caixa de crédito agrícola na RAM estavam concentrados no município do Funchal (39 estabelecimentos), seguindo-se Santa Cruz, com 7 estabelecimentos. O número de estabelecimentos de OIM por 10.000 habitantes na RAM, em 2024, era de 2,9, valor inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p.) ao observado no País (3,2 estabelecimentos). O Porto Moniz (7,8) e o Porto Santo (5,3) apresentavam os rácios mais elevados, surgindo, no polo oposto, Ponta do Sol (1,1) e Câmara de Lobos (1,2)."  

Por causa da aplicação do tratamento de "segredo estatístico" por parte do INE, não é possível "a divulgação do número do pessoal ao serviço e do respetivo custo para três municípios da RAM, no que se refere a 2024", algo que tem sido habitual nestes dados. "Contudo, a informação disponível para os restantes municípios mostra que houve redução de pessoal ao serviço no Funchal (-15 pessoas), na Calheta, em Câmara de Lobos e em Santa Cruz (-1 pessoa em cada um), bem como um aumento na Ribeira Brava (+1). Por sua vez, Santana (10), Machico (21) e Porto Santo (9) mantiveram o valor de 2023. Em termos globais, em 2024, trabalhavam 425 pessoas nos estabelecimentos bancários da Região, menos 18 que em 2023, o que representa uma quebra de 4,1%. A esse total de pessoal ao serviço correspondeu um custo de 20,8 milhões de euros (+1,9% face a 2023)", identifica.

Quanto às seguradoras, foram identificados 11 estabelecimentos de empresas do ramo na Região, "mantendo-se o valor de 2023", sendo que "o número de pessoas ao serviço foi de 46 (+3 que em 2023) e nos custos com o pessoal, "registou-se uma redução de 2,6% entre 2023 e 2024", conclui.