Últimos cinco finalistas do Festival da Canção 2026 são escolhidos hoje
Oito canções competem hoje pelos últimos cinco lugares na final do Festival da Canção 2026, marcada para 07 de março, e cujo vencedor deverá representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, em maio na Áustria.
Na segunda semifinal do concurso, que acontece nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, no concelho de Oeiras, concorrem, por ordem de apresentação: "Doce Ilusão" (tema composto e interpretado por Gonçalo Gomes), "Não tem fim" (tema composto por Rita Dias e interpretado por Silvana Peres), "Disposto a tudo" (Sandrino), "Copiloto" (Francisco Fontes), "Rosa" (Bandidos do Cante), "O-pi-ni-ão" (Jacaréu/Jacaréu e Ana Margarida), "Canção do querer" (Cristina Branco/João Ribeiro) e "Um filme ao contrário" (Inês Sousa).
À semelhança da primeira semifinal, que aconteceu em 21 de fevereiro, destas canções serão escolhidas cinco: quatro através do sistema de votação habitual (metade da pontuação atribuída a um júri profissional e a outra metade ao voto do público) e uma quinta escolhida apenas pela votação do público.
A final está marcada para 07 de março e, à semelhança das semifinais, acontece nos estúdios da Valentim de Carvalho, o que permite que haja um palco maior e uma plateia com público, com capacidade para cerca de 500 pessoas.
Tanto as semifinais como a final são transmitidas em direto na RTP1, RTP Internacional, RTP África e RTP Play.
Na primeira semifinal, passaram à final "Fumo" (Nunca Mates o Mandarim), "Chuva" (Marquise), "Jurei" (Dinis Mota), "Sprint" (EVAYA) e "Dá-me a tua mão" (André Amaro).
Pelo caminho ficaram "Nos teus olhos" (Bateu Matou), "Onde quero estar" (Agridoce), "Pertencer" (Djodje/Mário Marta).
Na final, as votações do júri serão feitas por representantes de sete regiões de Portugal Continental e ilhas. Em caso de empate, nas semifinais prevalece a escolha do júri e, na final, a do público.
O tema vencedor do Festival da Canção 2026 deverá representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, em maio na Áustria.
No entanto tal poderá não acontecer, tendo em conta que a maioria dos participantes anunciou em dezembro a recusa em representar Portugal na Eurovisão, em protesto contra a participação de Israel no concurso.
"Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos", afirmaram vários artistas e bandas num comunicado conjunto enviado à Lusa em 10 de dezembro.
Cristina Branco, Djodje, Beatriz Bronze (EVAYA), Rita Dias, Francisco Fontes, Gonçalo Gomes, Pedro Fernandes (que trabalha com Gonçalo Gomes), Inês Sousa, Jorge Gonçalves (Jacaréu) e os músicos que integram os Bateu Matou, Marquise e Nunca Mates o Mandarim assinavam o comunicado.
Entretanto, em 16 de dezembro o músico Dinis Mota juntou-se ao grupo, referindo em comunicado que, caso seja selecionado para representar Portugal, "e caso a participação de Israel continue a ser uma realidade", não irá participar no Festival Eurovisão da Canção.
De fora ficaram os Bandidos do Cante, as Agridoce, André Amaro e Sandrino.
Os Bandidos do Cante, numa publicação nas redes sociais, referiram que, "se um dia o público e o júri entenderem" que a canção que apresentarem "deve vencer", irão "representar Portugal com responsabilidade, respeito e dignidade".
Já as Agridoce, também numa publicação nas redes sociais, deixaram uma possível decisão sobre a Eurovisão para depois. André Amaro e Sandrino não se pronunciaram publicamente sobre o assunto.
Este ano serão 35 os países a competir na Eurovisão, após desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.
Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.
O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.
O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.
Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.