Miguel Albuquerque defende reforço do papel dos Vigilantes da Natureza
O presidente do Governo Regional da Madeira destacou o papel determinante do Corpo de Vigilantes da Natureza na gestão e segurança dos percursos pedestres e das áreas naturais protegidas da Região, sublinhando que a presença destes profissionais é essencial para garantir a preservação ambiental, a segurança dos utilizadores e a qualidade da experiência turística.
Falando no âmbito das comemorações do Dia do Vigilante da Natureza, realizadas no Centro de Artes Casa das Mudas, Miguel Albuquerque afirmou que a pressão crescente sobre os espaços naturais exige um modelo de gestão mais rigoroso e sustentável, defendendo o princípio do utilizador-pagador como forma de assegurar recursos financeiros para a manutenção dos percursos.
“O objectivo é garantir ordenamento, segurança e conforto, tanto para quem nos visita como para quem reside na Madeira”, afirmou, explicando que as receitas geradas devem ser canalizadas para a limpeza, sinalização, manutenção da rede pedestre, melhoria das infra-estruturas de apoio e reforço da vigilância no terreno.
O presidente do Governo Regional sublinhou que os Vigilantes da Natureza têm um papel central neste modelo, assegurando não só a fiscalização e o cumprimento das regras, mas também uma função pedagógica junto dos utilizadores dos percursos.
“É um trabalho diário, exigente, que muitas vezes não é visível, mas que é absolutamente essencial para proteger o nosso património natural”, frisou.
Reconheceu ainda o esforço humano envolvido nesta missão, lembrando que se trata de profissionais que passam longos períodos em zonas isoladas e em condições difíceis, garantindo vigilância permanente em áreas sensíveis como as Selvagens, as Desertas e os principais corredores naturais da Região.
O governante adiantou que a aposta futura passará também pela introdução progressiva de mecanismos digitais de controlo e gestão dos percursos, permitindo maior eficiência operacional.
Ainda assim, frisou que a tecnologia não substitui o papel humano no terreno, defendendo que os homens e mulheres do Corpo de Vigilantes da Natureza continuam a ser “insubstituíveis” na protecção dos ecossistemas e na segurança dos espaços naturais.
Actualmente, o Corpo de Vigilantes da Natureza da Região Autónoma da Madeira conta com 42 elementos e constitui um serviço auxiliar de polícia, com competências na vigilância, fiscalização e conservação do ambiente e dos recursos naturais, desempenhando um papel central na estratégia regional de sustentabilidade e valorização do território natural.
O Dia do Corpo de Vigilantes da Natureza está a ser celebrado no auditório da Casa das Mudas