Taxa de juro no crédito à habitação volta a cair
Em Janeiro de 2026, na Região Autónoma da Madeira, foi inferior à do mês homólogo em cerca de 1 ponto percentual
No primeiro mês do ano novo de 2026, 'velhos' hábitos no que toca às taxas de juro implícita no crédito à habitação, com queda de 1 ponto percentual face ao mesmo mês de 2025, embora face ao mês anterior (Dezembro de 2025, tenha sido uma diminuição quase imperceptível no bolso.
"Segundo informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Janeiro de 2026, a taxa de juro implícita no crédito à habitação, na Região Autónoma da Madeira (RAM), fixou-se em 3,145%, registando um decréscimo de 0,012 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior. Refira-se ainda que, em Janeiro de 2025, a taxa de juro implícita no crédito à habitação era de 4,084%", refere hoje a DREM.
Quanto a factos, ou seja, aos valores em causa, o prestação média "vencida dos contratos de crédito à habitação (397 euros), bem como os juros (184 euros) e as amortizações (213 euros), manteve-se inalterado em relação ao mês anterior", atira a Direção Regional de Estatística da Madeira. "No mês homólogo, o valor médio da prestação vencida era de 410 euros", ou seja 13 euros mais caro.
"Por sua vez, o montante do capital médio em dívida para os contratos de crédito à habitação continuou a aumentar, atingindo, em Janeiro de 2026, os 70.782 euros (70.519 euros no mês anterior)", mais 263 euros. "Um ano antes, situava-se em 67.017 euros", tendo por isso aumentado 3.765 euros.
Já a nível nacional, e no conjunto dos contratos de crédito à habitação, "a taxa de juro implícita fixou-se em 3,111%, menos 0,019 p.p. do que no mês anterior", sendo que "a prestação média vencida para a globalidade dos contratos subiu para 399 euros, tendo o valor do capital médio em dívida crescido para 75.994 euros (75.270 euros no mês precedente)", garantem os dados. Ou seja, apesar de a média nacional estar por baixo em termos de taxa de juro, a prestação média superou a da Madeira por causa do montante em dívida ser muito superior (5.212 euros a mais). "No País, os juros e o capital amortizado cresceram 1 euro face ao mês anterior, passando para os 195 euros e os 204 euros, respetivamente", acrescenta a DREM.