Sindicato lança petição e aponta necessidade de mais 400 professores na Região
Caravana vai passar por várias escolas da Região durante o dia de hoje
O Sindicato de Professores da Madeira lançou, hoje, uma petição pela regularização da carreira docente na Região, que pretende que seja discutida na Assembleia Legislativa da Madeira. Francisco Oliveira aponta que, na Região, faltam cerca de 400 professores.
As declarações foram prestadas esta manhã, junto ao Liceu Jaime Moniz, no âmbito de uma caravana nacional, que vai percorrer todo o país. A iniciativa da FENPROF culmina a 4 de Março, em Lisboa.
O coordenador do Sindicato de Professores da Madeira assume que, na Região, a falta de professores tem sido colmatada de formas diferentes às de Portugal continental. No entanto, explica que, por norma, tal significa uma sobrecarga dos professores que se encontram a leccionar e o encerramento de projectos e clubes dos estabelecimentos de ensino, para que os docentes se possam dedicar à componente lectiva.
“Em muitas escolas, há muitos professores com muitas horas extraordinárias”, afirma Francisco Oliveira. O sindicato aponta que, até 2030, teremos menos 450 professores, que se vão aposentar, uma realidade que tem de ser tida em conta. Nesse sentido, além da valorização da carreira, é necessário “atrair professores de imediato”. O coordenador do SPM admite que se estão a tomar alguns passos para dar formação profissional aos licenciados que não a têm, mas aponta que temos de fazer mais.
“Estamos a trabalhar com a Secretaria [Regional de Educação], estamos a apresentar propostas, estamos disponíveis para ajudar a resolver este problema, que é um problema social”, indica.
FENPROF percorre todo o país
José Feliciano Costa, secretário-geral da FENPROF, juntou-se à caravana que, durante esta quinta-feira, vai passar por várias escolas da Região, para contactos com os docentes e comunidade educativa.
“A ideia desta caravana é colocar ‘em cima da mesa’ um conjunto de questões muito preocupantes, que dizem respeito a toda a sociedade portuguesa”, explica, acrescentando que se vive um momento muito complicado relacionado com a falta de professores em todo o país.
A desvalorização da carreira docente é apontada como uma das razões para a diminuição de professores. Aliás, no 1.º período ficaram por dar cerca de 250 mil horas lectivas. Os dados de Portugal continental, indicam que houve semanas em que mais de 100 mil alunos não tiveram, pelo menos, um dos professores.
Nesse sentido, a revisão do Estatuto da Carreira Docente reveste-se de especial importância para a valorização da mesma.