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Madeira

Chega quer explicações sobre paradeiro de 30 milhões do PRR para os cuidados continuados

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira na Assembleia da República "exigiu ao Governo Regional da Madeira que explique onde estão os cerca de 30 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinados a três projetos alegadamente estruturantes na área dos cuidados continuados", que, afirma Francisco Gomes, "não avançaram".

Segundo o parlamentar madeirense, "os investimentos previstos incluíam a recuperação do Lar da Bela Vista, a criação de uma unidade na Rua Bela de São Tiago e o Lar de São Jorge", anota. No entanto, refere, "dois dos projetos estão parados" e "a recuperação do Lar da Bela Vista não foi executada, levantando dúvidas sobre o destino dos fundos".

Francisco Gomes, em nota emitida hoje, sublinha que "a própria IPSS responsável pelos projetos já afirmou publicamente que nada avançou, o que torna ainda mais grave a ausência de explicações oficiais por parte do Governo Regional. Trata-se de projetos essenciais nas áreas das altas problemáticas, dos cuidados continuados e do apoio a pessoas idosas, setores onde a Região enfrenta carências crescentes", lembra.

"Estamos a falar de cerca de 30 milhões de euros do PRR para cuidados continuados e apoio aos idosos. Os projetos não avançaram, as obras não foram feitas e ninguém explica onde está o dinheiro. Isto é gravíssimo", adjectiva enfaticamente. Francisco Gomes considera, por isso, "inaceitável que verbas desta dimensão tenham sido anunciadas, aprovadas e depois 'desaparecido' sem resultados visíveis, sem que exista uma prestação de contas clara à população. A falta de respostas revela desorganização e desrespeito por quem mais precisa", lamenta.

E conclui: "Estes projetos eram fundamentais para responder a situações de grande fragilidade social. Se o dinheiro não foi aplicado, alguém tem de explicar porquê e assumir responsabilidades publicas. A Madeira não pode ser a casa da Maria Joana."