CHEGA exige fim dos cortes e reposição nas reformas de polícias e militares
O grupo parlamentar do CHEGA na Assembleia da República deu entrada de dois projetos de lei — 419/XVII e 420/XVII — que determinam o fim dos cortes nas reformas de polícias e militares e exigem a reposição integral de tudo o que lhes foi retirado ao longo dos últimos anos.
Para o partido, "trata-se de uma questão de justiça para com homens e mulheres que vestem e honram a farda e que dedicaram a sua vida à segurança e à defesa de Portugal". O CHEGA considera que "estes profissionais não podem continuar a ser penalizados por reformas que lhes retiraram direitos adquiridos, reconhecimento e dignidade".
Segundo o deputado Francisco Gomes, "o Estado tem falhado gravemente para com aqueles que sempre estiveram na linha da frente da proteção dos portugueses"
É inadmissível que quem arriscou a vida pelo país veja a sua reforma cortada e os seus direitos diminuídos. Isto não é apenas uma injustiça financeira. É uma afronta moral. O país não pode continuar a virar costas a quem o serve e defende todos os dias". Francisco Gomes, deputado na Assembleia da República
O CHEGA sublinha que "os cortes aplicados nas reformas representaram uma quebra de confiança entre o Estado e os seus servidores, atingindo diretamente profissionais que enfrentaram criminalidade violenta, missões exigentes e situações de elevado risco. Por isso, insiste que chegou o momento de corrigir os erros do passado e de devolver estabilidade e respeito a estes profissionais".
E concluiu: "Não há soberania sem Forças Armadas fortes. Não há ordem pública sem forças de segurança respeitadas. E não há respeito quando o Estado corta nas reformas de quem já deu tudo ao país. É tempo de justiça e de reposição integral do que foi retirado".