Rússia vai usar recrutas como bombeiros devido aos ataques ucranianos
O Ministério da Defesa russo aprovou o destacamento de recrutas para atuarem como bombeiros durante o serviço militar obrigatório, anunciou hoje o ministro das Situações de Emergência, Alexander Kurenkov.
"O destacamento de recrutas para as unidades de resposta do Corpo de Bombeiros Federal é uma questão à parte, dado que esta iniciativa já foi aprovada pelo Ministério da Defesa russo", declarou Kurenkov numa reunião da Comissão de Segurança e Anticorrupção Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma), citado pela agência de notícias TASS.
A decisão acontece após meses de ataques ucranianos à infraestrutura energética russa, que provocaram inúmeros incêndios em todo o país.
Assim, os recrutas do serviço militar russo entre os 18 e os 30 anos, que devem servir obrigatoriamente durante um ano, poderão ser destacados para as equipas de combate a incêndios.
Ao longo do último ano, os serviços de emergência russos têm trabalhado ativamente para extinguir os incêndios causados pelos ataques diários ucranianos, particularmente aqueles que visam infraestruturas energéticas.
Kurenkov mencionou a escassez de pessoal no Ministério das Situações de Emergência, principalmente devido aos baixos salários tanto para os funcionários de base como para os especialistas altamente qualificados.
As autoridades russas não esclareceram se estas unidades podem ser mobilizadas para regiões ucranianas anexadas pela Rússia em 2014 -- a península da Crimeia - e em 2022, após a invasão em grande escala.
Na semana passada, as autoridades russas reportaram dois ataques a refinarias pertencentes à petrolífera Lukoil, que foi alvo de sanções por parte dos Estados Unidos em dezembro, na região de Komi (a 2.000 quilómetros da fronteira com a Ucrânia) e em Volgogrado.