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Madeira

Há nove anos, os moradores do Bairro das Malvinas exigiam uma intervenção urgente

No 'Canal Memória' desta segunda-feira reveja o que foi notícia a 16 de Fevereiro de 2017

Capa da edição impressa do DIÁRIO a 16 de Fevereiro de 2017
Capa da edição impressa do DIÁRIO a 16 de Fevereiro de 2017, Foto Arquivo

Há precisamente nove anos, o DIÁRIO destacava em manchete "Nós também somos pessoas”, remetendo para uma reportagem publicada nas páginas 2 e 3 sobre a situação no Bairro da Palmeira, conhecido como ‘Bairro das Malvinas’, no concelho de Câmara de Lobos.

A 16 de Fevereiro de 2017, a notícia dava conta da degradação visível em vários blocos habitacionais, com vidros partidos, portas danificadas, muros de suporte em risco e paredes com fendas. Os moradores manifestavam preocupação com a segurança, referindo a existência de uma muralha com cerca de oito metros de altura, junto a um dos blocos, onde se acumulavam terra e pedras que caíam para o quintal. Blocos de betão tinham sido colocados junto à estrutura para contenção.

Eram, também, referidas coberturas de amianto, escadas partidas, portas de contadores de água e luz danificadas e ausência de caixas de correio nos blocos mais antigos. Alguns residentes afirmavam temer acidentes, sobretudo em dias de chuva, e reclamavam uma intervenção por parte do Governo Regional.

Entre os testemunhos recolhidos pela jornalista Andreína Ferreira, os moradores relatavam que a situação se prolongava há vários anos. Uma residente afirmou viver no bairro há mais de três décadas e disse ter solicitado a construção de um muro ou de uma protecção adicional junto à muralha.

Outro morador pediu uma intervenção urgente e questionou as soluções implementadas. Uma idosa admitiu deixar de pagar a renda até que fossem realizadas obras. A expressão “Nós também somos pessoas” vincava a posição dos inquilinos.

Contactada pelo DIÁRIO, a presidente da Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM), na altura, Nivalda Gonçalves, informou que tinha sido apresentada uma candidatura ao programa Madeira 14-20 para o ‘Projecto Integrado de Reabilitação do Bairro da Palmeira’, com um investimento previsto de cinco milhões de euros, encontrando-se o processo a aguardar aprovação para início dos procedimentos contractuais.

A responsável referiu ainda que, nos anos anteriores, foram construídos 40 novos fogos no bairro, num investimento de 1,6 milhões de euros, e realizadas intervenções de manutenção no valor de 130 mil euros. Indicou a criação da equipa ‘Bairro Limpo’ e a existência de um gabinete de atendimento permanente com duas técnicas sociais no local. Afirmou que o bairro não foi deixado ao abandono e que seriam realizadas as intervenções necessárias.

O DIÁRIO tentou obter um comentário do presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Pedro Coelho, à data, mas não terá sido possível em tempo útil.

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