EUA interceptam navio carregado de petróleo venezuelano
Os Estados Unidos (EUA) intercetaram um petroleiro no Oceano Índico que tinha fugido ao bloqueio imposto pelo Presidente Donald Trump contra navios com destino à Venezuela, anunciou hoje o Pentágono.
O "Veronica III", com bandeira do Panamá, "tentou desafiar o bloqueio do Presidente Trump na esperança de fugir", escreveu o Departamento da Defesa norte-americano na rede social X.
"Seguimo-lo desde as Caraíbas até ao Oceano Índico, alcançámo-lo e neutralizámo-lo", acrescentou a mesma fonte.
A mensagem foi acompanhada por um vídeo em que se pode ver militares norte-americanos a invadir o navio com recurso a um helicóptero, segundo descreveu a agência francesa AFP.
De acordo com o 'site' especializado TankerTrackers, o "Veronica III" partiu da Venezuela a 03 de janeiro, no mesmo dia em que as forças especiais norte-americana capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro numa operação militar conduzida em Caracas.
O navio estava carregado com cerca de 1,9 milhões de barris de petróleo, o equivalente à produção da Venezuela em dois dias, especificou o TankerTrackers.
Há menos de uma semana, outro petroleiro, o "Aquila II", já tinha sido rastreado por Washington no Oceano Índico, antes de ser apreendido.
"As águas internacionais não são um santuário. Por via terrestre, aérea ou marítima, vamos encontrá-los e levá-los à justiça", garantiu hoje o Pentágono.
Washington destacou um importante dispositivo militar para as Caraíbas, que permitiu atacar embarcações acusadas de estarem ligadas ao tráfico de droga, intercetar cerca de uma dezena de petroleiros sob sanções e capturar o Presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Mas os navios apreendidos nos últimos meses representam apenas uma fração ínfima do número total de navios sob sanções que operam no mundo.
Este número pode chegar a 800 embarcações, salientou o contra-almirante David Barata durante uma audiência no Congresso norte-americano no início de fevereiro.
O "Veronica III" é alvo de sanções norte-americanas por ser suspeito de transportar petróleo iraniano desde "pelo menos 2022", referiu o Departamento do Tesouro norte-americano.