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Madeira

PPM Madeira alerta para riscos nas ribeiras e critica obras de contenção

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Foto Arquivo/Aspress

A coordenação do Partido Popular Monárquico (PPM) na Madeira manifestou, hoje, preocupação com intervenções realizadas em ribeiras da Madeira após a aluvião de 20 de Fevereiro de 2010, defendendo que subsistem dúvidas quanto à capacidade de algumas estruturas resistirem a fenómenos extremos.

Em comunicado remetido esta manhã às redacções, o coordenador regional do partido, Paulo Brito, refere que, após a catástrofe, foram executadas obras de sustentação e contenção de inertes que, segundo técnicos citados pelo partido, suscitaram reservas quanto à sua eficácia. “Segundo alguns arquitectos e geólogos, colocaram dúvidas sobre se essas obras teriam capacidade de aguentar a força das águas, conjugadas com o peso bruto de pedras e outros entulhos”, afirmou.

O responsável aponta também críticas ao afunilamento de ribeiras junto às respectivas fozes e à utilização de betão armado, considerando que estas intervenções poderão influenciar o escoamento. No comunicado, é referido que estas soluções podem acelerar o corrimento das águas e reduzir a capacidade de resposta em situações de cheia.

O partido menciona ainda preocupações relacionadas com as ribeiras de Santa Luzia e de João Gomes, no Funchal, salientando que, em condições de maré cheia e intempérie, existe o risco de galgamento. “Com a maré cheia conjugada com uma intempérie, rapidamente a ribeira irá galgar os muros de contenção, e provocar mais uma inundação da baixa funchalense”, indica.

Na mesma nota, o PPM Madeira acrescenta que zonas como a Zona Velha e a área da Alfândega poderão ser particularmente vulneráveis devido à sua proximidade ao nível do mar, referindo que estes alertas têm sido apontados por vários técnicos, incluindo arquitectos, engenheiros e geólogos.

O comunicado recorda também o caso da marina do Lugar de Baixo, apontando-o como exemplo de uma obra que, segundo o partido, foi alvo de alertas prévios quanto à sua viabilidade.

Estas declarações surgem na sequência de recentes posições públicas da presidente da Secção Regional da Ordem dos Arquitectos, Susana Neves, sobre intervenções e planeamento urbano na Região.