Mortos ao chão, vivos ao pão

Vamos a mais um diálogo entre amigos entre o bom e o mau que, ultimamente, o País tem vivido.

- A realização das eleições no domingo passado, fez-nos recordar o velho provérbio muitas vezes citado.

MORTOS AO CHÃO, VIVOS AO PÃO.

- É verdade, constatamos essa realidade. Enquanto imensos portugueses se debatiam com uma tragédia de que nenhum português vivo tem memória, outros lançavam-se em busca da vitória e consequentemente da glória.

- Pois, mas o melhor é esquecermos esse pormenor, e dizermos que, finalmente, temos Presidente!

- Claro. Inclusive até podemos anotar, para toda a vida recordar, que, Portugal, teve um Presidente “nascido” no meio de um temporal.

- E cá para nós que ninguém ouve a nossa voz, a coisa mais bem feita, foi que o povo elegeu um presidente que não é da esquerda, nem da direita

- Graças a Deus, Nosso Senhor, que assistimos a uma vitória eleitoral sem a “fanfarra” habitual de um partido vencedor.

- Ainda houve um ou outro que esboçou um certo contentamento, mas longe das “matracas” de antigamente.

- Indiscutivelmente. Agora é esperar que o eleito assuma o Poder e cumpra o que tem vindo a prometer.

- Olha, se ele não se comprometer – além daquilo que é seu dever – com os partidos; não se envolver, nem se deixar ser envolvido, por certos e determinados amigos, já é meio caminho percorrido.

E, como dizem, que é boa pessoa e filho de boa gente, tem tudo para ser um bom Presidente.

- Pois, mas Portugal é muito complicado, o direito do País é o direito do cajado.

- É torto. Já dizia isso meu bisavô e há tantos anos que está morto.

- Claro. E esta democracia que foi criada, que, muitas vezes, não se sabe ao certo se tem mais pataratas do que democratas, não dá ao presidente uma vida facilitada.

- Aí é que está o busílis da questão e, consequentemente, a imagem da Nação.

- Bom, mas no momento profundamente dramático que o Pais atravessa, a eleição do Presidente é o que menos interessa.

- A hora é de todos os políticos e comuns cidadãos, despirem as vestes da ESQUERDA, DO CENTRO E DA DIREITA, darem as mãos e, uns, cumprirem com o seu dever, e outros, com a sua obrigação, em resumo, todos colaborarem para minimizar o sofrimento das perdas materiais e humanas de várias famílias e recuperar o mais rápido possível e de modo honesto e controlado este País parcialmente destroçado.

Juvenal Pereira