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'O Turismo acolhe' já mobilizou 97 unidades hoteleiras

Solidariedade do sector hoteleiro enfatizada pelo Turismo de Portugal

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O programa “O Turismo Acolhe”, criado pelo Governo para dar resposta às populações afectadas pela tempestade Kristin, já conta com 732 unidades de alojamento disponíveis, distribuídas por 52 concelhos, envolvendo 97 empreendimentos turísticos e alojamentos locais.

"A resposta afirmativa e extraordinária" do sector hoteleiro nacional foi destacada pelo presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, na sessão de encerramento do 35.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) que hoje termina no Porto.

O balanço feito a dois dias e meio de programa revela a pujança do sector que transforma em solidariedade. o 'Turismo acolhe' - que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afectadas pelas tempestades nos 68 concelhos incluídos no estado de calamidade - vigora até 28 de Fevereiro, mas pode ser prorrogado em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades.

Sector "é veículo" para país poder ser cada vez melhor

No discurso de fecho do congresso, o presidente do Turismo de Portugal defendeu que o sector "é um veículo" para criar condições para que o país seja cada vez melhor, lembrando que este, pelo impacto que tem na economia, é também um activo estratégico.   

 "A transformação já começou. Este despertar para a mudança que nestes três dias foi aqui debatido. Este ciclo efetivamente já começou. Olhem para trás, agora por força da bolsa de empregabilidade que está a fazer dez anos, e olhando para há dez anos, não sei se têm esta noção: as receitas do turismo eram 12,8 mil milhões de euros (...), agora, em 2025, passados dez anos, chegámos quase aos 30 mil milhões de euros. Isto são 120% a mais", disse Carlos Abade.

Enaltecendo os números -  o turismo representa hoje mais de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) e conta com "quase 500.000 profissionais", o responsável defendeu que "é um orgulho para Portugal e para os portugueses poder contar com um sector que é um activo tão estratégico" para o país.

Carlos Abade ainda lembrou que Portugal "tem a responsabilidade de ser o 12.º destino mais competitivo do mundo".

"Tem a responsabilidade de ter uma ambição enorme. É esta responsabilidade que está em cima de todos nós (...), com a capacidade que o setor tem de transformar Portugal (...). Esta mudança já começou: crescer com mais valor em vez de volume, crescer com mais equilíbrio, crescer com mais impacto. O turismo é um veículo, não um fim em si mesmo. Um veículo para que, de facto, possamos criar condições para que o país seja cada vez melhor, para que as pessoas possam viver cada vez melhor", sublinhou.

De olhos no futuro e admitindo que "para a frente, o caminho é crescer, continuar a crescer", Carlos Abade mencionou ainda o que chama de aceleradores de transformação: conhecimento, tecnologia e inteligência artificial e a cooperação estratégica.

"A dimensão do conhecimento tem de ser cada vez mais uma preocupação nossa. A tecnologia, a inteligência artificial. Aquilo que a tecnologia nos pode ajudar a ser cada vez melhores, a intervir cada vez mais naquilo que é rentabilidade, na produtividade das empresas, mas também naquilo que é a gestão cada vez mais inteligente dos territórios e da cooperação estratégica", acrescentou.

"Quanto mais cooperarmos, quanto mais nos relacionarmos, quanto mais conseguimos desenvolver soluções que sejam internacionais, será cada vez melhor e com uma velocidade cada vez maior ao nível do crescimento", concluiu.