PS admite novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro
O PS anuiu ao novo pedido do Governo de adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, mas pretende uma garantia do executivo de que o debate se realiza dias 19 ou 20 de fevereiro.
Esta posição foi transmitida à agência Lusa por fonte da bancada socialista, que adiantou que o executivo PSD/CDS, liderado por Luís Montenegro, tem mantido contactos com o PS desde quarta-feira à noite, após o agravamento das inundações na bacia do rio Mondego.
Esta manhã, o Governo requereu formalmente ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.
Face a este pedido do Governo, José Pedro Aguiar-Branco vai agora consultar os partidos com representação parlamentar sobre a possibilidade de se encontrar uma nova data para o debate quinzenal da Assembleia da República, que já tinha sido adiado de quarta-feira para sexta-feira.
Na quarta-feira, também devido à situação na região de Coimbra, atingida por inundações, os partidos, por consenso, após uma reunião da conferência de líderes extraordinária, remarcaram o debate quinzenal para sexta-feira às 10:00. Uma decisão que possibilitou que Luís Montenegro se deslocasse às zonas do rio Mondego atingidas pelas inundações, juntamente com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Agora, o Governo considera que se assistiu a um novo agravamento substancial das condições meteorológicas extremas após a reunião da conferência de líderes de quarta-feira à tarde -- altura em que se decidiu remarcar o debate para sexta-feira, às 10:00.
O Governo alega que na região de Coimbra há neste momento milhares de pessoas desalojadas e a autoestrada Lisboa/Porto está interrompida devido à rutura de um dique no rio Mondego. Por outro lado, ainda no domínio dos transportes, aponta-se que está também interrompida a circulação ferroviária na Linha do Norte.
Perante este quadro, o Governo entende que não se encontram reunidas as condições para a realização do debate quinzenal no parlamento, já que o primeiro-ministro, entre outras razões, tem necessidade de estar no terreno, no acompanhamento direto da situação.
Os partidos terão agora de conferir unanimidade à decisão de remarcar, pela segunda vez, o debate quinzenal com Luís Montenegro na Assembleia da República.