JPP critica atrasos nos reembolsos da saúde e acusa Governo de “trapalhada”
A deputada do Juntos Pelo Povo (JPP), Jéssica Teles, afirmou esta quinta‑feira que os atrasos nos reembolsos das despesas de saúde representam “outra trapalhada do Governo PSD/CDS”, num comunicado divulgado pelo partido.
“Um Governo que obriga as pessoas a pagar as despesas de saúde do próprio bolso e depois leva meses para devolver o dinheiro que as pessoas adiantaram, é um Governo que falha com as populações numa questão essencial como é a saúde”, disse Jéssica Teles durante numa iniciativa junto ao edifício do Instituto de Administração da Saúde (IASaúde), no Funchal.
A parlamentar denunciou “atraso de meses” na devolução dos valores pagos pelos utentes, criticando que, apesar das promessas do executivo de resolver o problema, nada mudou. Segundo o comunicado, o atraso nos reembolsos tem obrigado muitos cidadãos a suportar custos que deveriam ser assegurados pelo sistema de saúde público e depois a esperar “sem respostas e sem prazos” pelo reembolso.
O comunicado refere ainda que os atrasos não se verificam só nos reembolsos dos utentes, mas também nos pagamentos a médicos, enfermeiros e auxiliares que prestaram trabalho extra e "estão há três anos para receber esse pagamento”.
Para o JPP “o Governo Regional o que está a fazer é empurrar os doentes para o setor privado porque o Serviço Regional de Saúde não tem capacidade de resposta".
"As pessoas vão às consultas aos centros de saúde, mas se precisam de fazer um exame, saem com uma requisição para o privado, são obrigadas a pagar os exames, consultas e outros atos médicos que deviam ser assegurados pelo sistema público. Pagam porque não têm alternativa, mas depois ficam meses à espera de um reembolso que foi prometido fazer em 30 dias, o que não tem acontecido”, evidencia Jéssica Teles.
A parlamentar acusou ainda o Governo de recorrer a “truques administrativos” para ocultar a situação, afirmando que “isto não é eficiência, isto não é modernização. Isto é transferir os custos da saúde para as famílias e usar truques administrativos para esconder o problema”.
A deputada do JPP classificou a situação de “injusta, socialmente penalizadora e profundamente insensível à realidade económica da maioria das famílias madeirenses”, sublinhando que a saúde não pode ser gerida “à custa do sacrifício das famílias”.