Seguro solicita informações "com todo o detalhe" sobre manifestações
O Presidente da República solicitou informações "com todo o detalhe" ao Governo e Provedoria de Justiça, sobre o que se passou nesta madrugada nas manifestações de Lisboa e do Porto e sobre a situação dos detidos e feridos.
Segundo fonte oficial da Presidência da República, "o Presidente da República solicitou informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas".
As informações foram solicitadas ao Governo e à Provedoria de Justiça, tendo em conta o acompanhamento feito pelo Mecanismo de Prevenção.
Na madrugada de hoje, o corpo de intervenção da PSP avançou, praticamente em simultâneo, pelas 4:30, sobre os manifestantes concentrados nas acampadas pela habitação em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, com bastonadas, retirou tendas e fez várias detenções.
Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP. O Corpo de Intervenção avançou sobre eles.
Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.
No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos.
O porta-voz da Acampada de Lisboa pelo direito à habitação contabilizou pelo menos 10 manifestantes detidos e seis feridos na sequência da intervenção policial no Rossio.
No Porto, dezenas de manifestantes juntaram-se em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na sequência da carga policial na Praça D. João I.
Um repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP durante a carga policial sobre manifestantes na Praça D. João I, no Porto, durante a carga policial, que causou 38 feridos, três deles graves, segundo balanço preliminar da organização.
Segundo o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, 13 manifestantes foram detidos e 13 polícias ficaram feridos, todos no Porto, dos quais 10 da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.