Nem sempre p’ra frente é o caminho!
Na minha actividade profissional diária, que implica muitas perguntas, que são sempre fundamentais para entender algumas patologias e também os seus mecanismos de aparecimento das queixas e dos sintomas, constato as dificuldades entre os pacientes, para saberem explicar aquilo que as leva a consultar um médico. Parece-me ser na maioria dos casos um problema de iliteracia, de algum desconhecimento de si próprios, que está patente na nossa sociedade.
Sociedade esta, arquitectada em imensas leis, “cunhas”, fotocópias, ... e talvez com formação desequilibrada. Porque, quando falamos de saúde, devemos pressupor à partida que, quem tem de tratar dela somos nós próprios, com ou sem ajudas, ... e quando aparecem doenças ou sinais delas, aí temos de ir ao médico. Mas, até lá, há muita coisa a fazer - além das vacinas programadas - quer na alimentação, quer no exercício, quer no repouso nocturno, e ainda para além de tudo isto, um controlo analítico, que deve ser no mínimo, anual. Também as nossas “companhias” podem sobremaneira interferir com o nosso “status” e com o nosso metabolismo. Quanto á alimentação, existem agora imensas “teorias”... quando o nosso aparelho digestivo, permanece sempre o mesmo á milhares de anos. No tempo do Adão e Eva, ... ao que se percebe nas imagens, ... só havia maçãs,... e com certeza havia água, ... mas agora temos todas as verduras, todas as frutas, no fundo, os elementos naturais que devem prevalecer sempre na nossa dieta. Quanto ao exercício, deve ser realizado diariamente, tem de ser variado, de tal modo a poder interferir com o maior número de músculos possíveis. Dormir, é um outro “segredo” da nossa saúde, da nossa qualidade de vida e da nossa reabilitação metabólica diária e que também interfere na esfera psíquica no nosso organismo.
E apesar de ninguém dar a devida importância ao ruído nocturno ... embora existam imensas leis para esse controlo,... com coimas e tudo, esses problemas não têm relevância, não sendo motivo de qualquer controlo oficial, nem de crítica, nem de prevenção, quando o repouso nocturno deve fazer-se em silêncio absoluto, sem quaisquer interferências. Basta referir o exemplo dos escapes “explosivos” das motorizadas, que permanecem “sine die”, fora da lei! Relativamente ás “companhias”, não me refiro exactamente ás famílias, aos amigos e aos vizinhos, apesar de em alguns casos poderem interferir com a nossa vida quotidiana, com algum prejuízo ocasional, mas refiro um exemplo, em que, se houver uma pessoa inválida, incapaz, com uma doença crónica, com necessidade de apoio higiénico diário, claro que será um motivo, de alguma disfunção nessa habitação. E já agora, entre os nossos amigos, ... todos sabemos que uns são mais “positivos” que os outros!
Por isso mesmo, todo o nosso ritmo quotidiano, deve ser cumprido, com limites, com disponibilidades, com colaboração, com equilíbrio e com uma boa organização, dentro dos parâmetros adequados a uma qualidade funcional e uma felicidade natural. Tudo na nossa vida tem um princípio e um fim e na maior parte desse espaço temporal, somos nós quem deve decidir, escolher e dirigir. Cada um de nós tem e seu caminho, que somos obrigados a conhecê-lo, ... sempre pelos melhores motivos! E hoje ficamos por aqui!