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Mais de 100 sindicalistas contestam orçamento em frente à Assembleia da República

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Mais de uma centena de dirigentes, delegados e ativistas sindicais da Frente Comum da Administração Pública manifestaram-se hoje junto à Assembleia da República, em Lisboa, para contestar a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Sob o mote "Vamos discutir o OE2027 e como defender os interesses dos trabalhadores!", o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, começou por referir que "este orçamento não serve para os portugueses".

Em declarações aos jornalistas, no dia em que se inicia o debate na generalidade da proposta orçamental no parlamento, o líder sindical afirmou que proposta do Governo é "uma continuidade das políticas desastrosas para os serviços públicos".

Sebastião Santana disse ainda que o Governo "anda a empurrar com a barriga duas reuniões sem qualquer proposta" negocial para a administração pública.

De recordar que na semana passada, a Frente Comum acusou o Governo de desvalorizar o processo negocial sobre a atualização dos salários, referindo que o que foi apresentado na reunião com o executivo foi "um absoluto zero" em matéria pecuniária, e admitindo que todas as formas de luta estavam "em aberto".

"O que está aqui em causa hoje é um processo de negociação geral anual completamente desvalorizado por este Governo", afirmou então Sebastião Santana, à saída da reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Questionado sobre se o Governo não ceder junto das reivindicações da Frente Comum, o coordenador referiu "desenvolver a luta dos trabalhadores".

"Hoje o que estará aqui à discussão será, entre outras, a necessidade de haver uma greve dos trabalhadores da administração pública", referiu.

A Frente Comum, afeta à CGTP, defende um aumento salarial não inferior a 15%, num mínimo de 150 euros, para todos os trabalhadores e um aumento da base remuneratória da Administração Pública para 1.150 euros, com efeitos a 01 de janeiro de 2027.

A estrutura liderada por Sebastião Santana exige ainda o aumento do subsídio de refeição para 13 euros.