PS insiste no subsídio de insularidade para polícias e trabalhadores do Estado na Madeira
O grupo parlamentar do Partido Socialista voltou, hoje, a defender a atribuição do subsídio de insularidade às forças de segurança e aos restantes trabalhadores da administração central que desempenham funções na Região Autónoma da Madeira. A posição foi assumida, esta tarde, através de um comunicado, que deu conta da reunião mantida esta manhã com o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) e na qual os socialistas condenaram o facto de o Orçamento do Estado para 2027 não contemplar a atribuição do referido suplemento, que consideram "justo e fundamental para ajudar a fazer face aos custos acrescidos da insularidade".
Numa no de imprensa, o PS salienta que, na passada sessão legislativa, foi aprovada no parlamento regional uma proposta de lei à Assembleia da República, da autoria da bancada socialista, para atribuição do subsídio de insularidade a todos os trabalhadores do Estado em funções na Madeira. "Lamentavelmente, esta recomendação não conseguiu aprovação na Assembleia da República e o Governo de Luís Montenegro continua sem atribuir esta compensação aos trabalhadores que desempenham funções nas Regiões, à exceção dos funcionários das Universidades da Madeira e dos Açores", lê-se no comunicado.
Os deputados socialistas registam o facto de os funcionários das universidades serem contemplados com o subsídio de insularidade, mas criticam que o Governo esteja a discriminar os restantes trabalhadores da Administração Central e, neste caso concreto, os elementos das forças de segurança (PSP e GNR).
Na reunião de hoje, o Sindicato expressou a sua preocupação com a falta de efectivos da PSP na Região, situação que "está a levar a um excessivo recurso ao trabalho suplementar, nomeadamente os denominados gratificados". Os polícias exigem o direito ao descanso, à conciliação da vida profissional com a vida pessoal, bem como o respeito pelo direito do trabalhador-estudante e pelas horas destinadas à actividade sindical. Outra das preocupações manifestadas prende-se com o facto de os operadores policiais do 112 nas regiões autónomas não estarem a receber a respectiva compensação, estando em situação de desigualdade em relação aos que desempenham funções no território continental.