Subsídios de doença aumentam 9,4% na Madeira
O número de beneficiários de subsídios de doença na Região Autónoma da Madeira (RAM) aumentou 9,4% em 2025, face ao ano anterior, abrangendo cerca de 21,8 mil pessoas. Os dados constam da Série Retrospectiva da Protecção Social, actualizada pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), que disponibiliza também uma versão actualizada do respectivo dashboard interactivo.
Em sentido contrário, o número de beneficiários de subsídios de desemprego diminuiu 6,5%, fixando-se nos 6 mil indivíduos. A evolução destes dois indicadores evidencia tendências distintas na utilização das prestações sociais na Região.
No final de 2025, a Madeira contava com 67,4 mil pensionistas activos da Segurança Social, mais 1,1% do que em 2024. Este número correspondia a 25,3% da população residente.
As pensões de velhice representavam 63,8% do total de pensionistas, seguindo-se as pensões de sobrevivência, com 26,2%, e as pensões de invalidez, com 10,1%.
O valor médio anual das pensões atingiu os 7.135 euros, traduzindo um aumento de 5% relativamente ao ano anterior. As pensões de velhice registaram o valor médio mais elevado, de 8.510 euros, seguidas das pensões de invalidez, com 6.833 euros, e das pensões de sobrevivência, com 3.898 euros.
No conjunto, os valores processados destas três prestações totalizaram 481,2 milhões de euros. As pensões de velhice concentraram a maior parcela, com 366,1 milhões de euros, correspondentes a 76,1% do total. As pensões de sobrevivência representaram 68,8 milhões de euros e as de invalidez 46,3 milhões de euros.
Ao longo de 2025, cerca de 6 mil pessoas receberam subsídio de desemprego na Madeira, menos 6,5% do que no ano precedente. Quase metade dos beneficiários, 47,5%, não tinha recebido esta prestação em 2024.
As mulheres representavam 56,8% dos beneficiários, enquanto os homens correspondiam a 43,2%. Por faixa etária, o grupo dos 55 ou mais anos concentrava a maior proporção, com 30,4%, seguido dos indivíduos entre os 30 e os 39 anos, com 21,4%. Os jovens com menos de 25 anos representavam apenas 6,6% do total.
Apesar da redução do número de beneficiários, o valor médio do subsídio de desemprego aumentou 9,9%, para 3.674 euros. A duração média da prestação passou também de 174 para 176 dias.
Em 2025, o número de beneficiários do abono de família para crianças e jovens diminuiu 1,4%, enquanto os beneficiários do subsídio parental inicial recuaram 0,6%.
Também o rendimento social de inserção registou uma redução significativa. Cerca de 3,2 mil pessoas beneficiaram desta prestação, menos 21,3% do que em 2024. O valor processado foi de 4,9 milhões de euros, representando uma diminuição de 20,4%.
Os homens correspondiam a 47,5% dos beneficiários do rendimento social de inserção. Em termos etários, 36,5% tinham 55 ou mais anos e 30% tinham menos de 25 anos.
A prestação social para a inclusão registou igualmente uma quebra. Em 2025, foram abrangidos 3.741 beneficiários, menos 21,7% do que no ano anterior, enquanto o montante processado caiu 19,6%, para 16,4 milhões de euros.
O grupo dos 55 ou mais anos era o mais representativo, com 1.132 beneficiários, equivalente a 30,3% do total. Seguiram-se os indivíduos entre os 40 e os 49 anos, com 764 beneficiários, e o grupo dos 30 aos 39 anos, com 573.
Além do crescimento do número de beneficiários, os subsídios de doença registaram um aumento dos montantes processados. Em 2025, foram pagos 38,9 milhões de euros, mais 11,2% do que no ano anterior.
Em contrapartida, o número médio de dias processados por beneficiário diminuiu de 71 para 68 dias, menos três dias face a 2024.
A tendência de crescimento do número de pensionistas também se verificou na Caixa Geral de Aposentações (CGA). No final de 2025, este sistema contabilizava 15.021 pensionistas na Região Autónoma da Madeira, mais 463 do que no ano anterior.
Deste total, 73% recebiam pensões de velhice ou invalidez e os restantes 27% eram beneficiários de pensões de sobrevivência.