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Madeira

Jorge Carvalho confirma estacionamento pago na Praia Formosa

O presidente da Câmara do Funchal rejeita que a alteração ao projecto hoje aprovada prejudique o acesso dos funchalenses aquele espaço, defendendo que a solução permitirá melhorar as acessibilidades e criar condições para que todos possam usufruir daquela zona

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Foto ML

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, confirmou esta quinta-feira que os 420 lugares de estacionamento previstos no projecto de requalificação da Praia Formosa,  cuja nova configuração foi hoje aprovada em reunião de vereação, serão pagos, justificando a decisão com a necessidade de garantir a rotatividade e evitar a ocupação prolongada dos espaços.

O autarca defendeu a alteração aprovada por maioria, com votos contra de toda a oposição, com excepção do vereador independente, que se absteve, e que reduz de 600 para 420 os estacionamentos inicialmente previstos, dos quais 360 subterrâneos e 60 à superfície. Segundo explicou, a solução resulta de estudos de mobilidade e das exigências do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), representando, ainda assim, um aumento de 160 lugares face aos 260 actualmente disponíveis, muitos dos quais na faixa de rodagem.

Jorge Carvalho rejeitou as críticas da oposição, garantindo que estão salvaguardados oito acessos públicos à Praia Formosa, espaços comerciais de apoio e um jardim de 38 mil metros quadrados, de acesso gratuito e sob responsabilidade municipal. "Estamos a falar de um espaço que é privado, que dá acesso a um espaço público. Estão salvaguardados oito acessos à Praia Formosa", vincou. Quanto ao início das obras, esclareceu que depende dos promotores privados e da resolução de uma acção judicial ainda pendente, conforme o DIÁRIO noticia na sua edição impressa de hoje. 

Relativamente ao programa Habitar Funchal, o presidente destacou a aprovação unânime da revisão do regulamento, necessária devido a alterações legislativas recentes. A medida permitirá ao município arrendar habitações no mercado para posterior subarrendamento às famílias, estando previsto um investimento de dois milhões de euros.

O autarca apontou para 2027 o arranque do programa, confirmando que os 500 mil euros previstos para este ano não serão utilizados, embora se mantenha a alteração orçamental aprovada para financiar a iniciativa.