SINTAP exige reforço salarial na Madeira
Sindicato quer complementos regionais e apoios às IPSS
O SINTAP defende que o Orçamento da Região para 2027 deve contemplar medidas adicionais de valorização salarial dos trabalhadores da Administração Pública e apoios específicos aos funcionários das instituições particulares de solidariedade social (IPSS). As reivindicações foram apresentadas esta manhã por Ricardo Freitas, coordenador regional do sindicato, após uma reunião com o secretário regional das Finanças.
O dirigente considera indispensável abrir um processo negocial regional que complemente o acordo celebrado com o Governo da República até 2029, que prevê para o próximo ano aumentos de 60,52 euros ou um mínimo de 2,3%.
Ricardo Freitas sustenta que o custo de vida e a inflação na Madeira justificam um esforço adicional do executivo regional, nomeadamente através da valorização das carreiras e da atribuição de suplementos remuneratórios.
Uma das principais preocupações prende-se com os trabalhadores das IPSS, sector que considera ter sido “um parente esquecido” do Orçamento Regional. “Não podemos nem admitimos que isto seja somente realizado com verbas da Segurança Social”, afirmou, defendendo apoios que permitam melhorar os salários de profissionais que continuam a receber a remuneração mínima.
O sindicato propõe igualmente incentivos às entidades empregadoras que valorizem os trabalhadores, incluindo mecanismos associados ao subsídio de insularidade.
Entre as restantes reivindicações estão a revisão dos suplementos de risco e insalubridade, a valorização das carreiras regionais, nomeadamente na infância e na educação especial, e novas admissões para compensar as aposentações e colmatar a falta de pessoal nos serviços públicos.
Ricardo Freitas defendeu ainda medidas fiscais sobre os combustíveis e a energia que contribuam para aliviar os encargos das famílias.
Quanto à receptividade do Governo, afirmou que o secretário regional ouviu atentamente as propostas, mas aguarda respostas concretas. Recordou que o executivo madeirense dispõe de maioria parlamentar e, por isso, tem condições para responder às reivindicações sindicais.