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Madeira

Albuquerque quer reforço da posição atlântica de Portugal

Madeira e Açores dão ao País “geografia útil”

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Miguel Albuquerque defendeu hoje que Portugal deve orientar a sua política externa para o reforço da posição estratégica no Atlântico, considerando que Madeira e Açores assumem uma importância crescente perante as alterações em curso na ordem mundial.

À margem das Conferências da Autonomia, subordinadas ao tema ‘Há uma nova ordem mundial?’, que contam com Paulo Portas e Martins da Cruz, ambos antigos ministros dos Negócios Estrangeiros, o presidente do Governo Regional sustentou que o Atlântico voltou a ocupar uma posição central na geopolítica mundial.

“As regiões neste momento assumem uma posição geopolítica fundamental, que é o Atlântico”, afirmou Albuquerque, considerando estar em curso “uma alteração completa do sistema herdado do pós-guerra”.

O governante recordou que “Portugal sempre foi, desde a sua fundação, um país atlântico” e defendeu que qualquer estratégia exclusivamente continental está condenada a limitar a capacidade de afirmação do País.

Albuquerque destacou, neste contexto, a dimensão geopolítica proporcionada pela Madeira e pelos Açores, nomeadamente para a defesa e afirmação da soberania e para as ligações entre Europa, América e África.

Chamou ainda a atenção para a importância dos cabos submarinos que atravessam o Atlântico e asseguram comunicações, informação e transacções financeiras entre continentes. Por isso, considera fundamental investir na monitorização e segurança destas infra-estruturas, assim como nos portos, centros logísticos e aeroportos dos arquipélagos.

“Portugal tem uma coisa que poucos países europeus têm: tem geografia útil”, frisou, defendendo que o País deve aproveitar essa vantagem. “Os países que têm geografia útil têm de aproveitar essa posição. Se não aproveitarem, os outros vão aproveitar.”

Albuquerque lembrou ainda a pertença de Portugal à NATO desde 1949 e a relação com os Estados Unidos, sustentando que a política externa deve ser direccionada para reforçar a posição geopolítica portuguesa no Atlântico através dos dois arquipélagos.