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Escolas fechadas e outras "a meio gás" do distrito de Lisboa

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Escolas fechadas e outras "a meio gás" do distrito de Lisboa

Lisboa, 19 out 2026 (Lusa) - A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes fechou hoje escolas em vários distritos do país, mas outras continuaram a funcionar normalmente, constatou a Lusa numa ronda por escolas do distrito de Lisboa.

No concelho de Oeiras, o Agrupamento de Escolas de Miraflores tem 2.450 alunos e destes cerca de 600 ficaram em casa, uma vez que a Escola Básica Professora Carmelinda Pereira foi encerrada devido à greve dos funcionários.

"Temos uma escola [do agrupamento] completamente encerrada e das outras três temos apenas uma sala que não está a funcionar, no jardim de infância, e aqui na secundária [Santana Castilho] não temos aulas de educação física, não tenho ninguém para abrir o pavilhão", disse à Lusa a diretora do agrupamento, Alice Simões.

Na Santa Castilho, a Lusa constatou que os alunos estavam na escola esta manhã.

Contudo, Alice Simões alertou que todos os dias o agrupamento funciona com um número reduzido de trabalhadores. Na sua opinião, a escola deveria ter pelo menos 66 funcionários não docentes e tem cerca de 40.

Ainda no concelho de Oeiras, a Escola Básica e Secundária Amélia Rey Colaço com cerca de 600 alunos do 7.ºano até ao 12.º ano, também estava a funcionar normalmente por volta das 11:00, segundo disse à Lusa um funcionário da escola.

Perto das 12:00, uma funcionária da escola Escola Básica Vieira da Silva, na freguesia de Carnaxide (Oeiras), com cerca de 600 alunos, disse que as aulas continuam a decorrer conforme o horário previsto.

A situação é a mesma noutras freguesias do distrito de Lisboa, como na Escola Padre António Vieira, na freguesia de Alvalade e no Centro Infantil Olivais Sul, que continuam abertas.

A paralisação afetou muitas outras escolas, como a Escola Básica Alice Leite, a Escola Básica de Alfornelos e a Escola Básica Orlando Gonçalves, no concelho da Amadora, que fecharam.

Contactado pela Lusa por telefone, o dirigente do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), que convocou a greve, Francisco Pinto disse, cerca das 08:45, indicou que em Lisboa estão ainda encerradas as escolas dos agrupamentos de Olaias, Pedro Santarém, José Gomes Ferreira e Camões.

"O panorama é idêntico por todo o país, temos conhecimento de escolas fechadas em Viseu, Pedras Salgadas, Aveiro, Coimbra, Silves, Albufeira, Lagoa, Palmela, Setúbal e Sesimbra, entre outras localidades. Pensamos que se vai concretizar o que pensávamos: uma sessão de 70% de trabalhadores não docentes", disse.

Segundo o sindicato, a greve visa os trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.

De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes reivindicam carreiras próprias face à especificidade das funções.

O Sinape disse ainda que os trabalhadores "encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública".