Madeira recebe congresso internacional de estudos lusófonos em 2027
Encontro deverá reunir cerca de 200 investigadores de várias partes do mundo, numa iniciativa organizada pela Lusophone Studies Association, pela ADEGI e pela Universidade da Madeira
A Madeira vai acolher, entre 5 e 8 de Julho de 2027, o Congresso Internacional da Lusophone Studies Association (LSA), que deverá reunir cerca de 200 investigadores e especialistas de diferentes áreas científicas. A realização do encontro foi confirmada durante um seminário exploratório que decorreu esta semana na Universidade da Madeira (UMa).
A iniciativa resulta de uma parceria entre a LSA, a Associação para o Desenvolvimento dos Estudos Globais e Insulares (ADEGI), presidida pela professora e investigadora Luísa Antunes Paolinelli, e a Universidade da Madeira.
O anúncio surgiu no âmbito do seminário Atlantic, Colonial, Post-Colonial and Diaspora Lusophone Communities, realizado no Colégio dos Jesuítas, no Funchal. O encontro reuniu especialistas canadianos de três instituições universitárias representadas na direcção da LSA e investigadores da UMa, com o objectivo de avaliar as condições científicas, logísticas e institucionais necessárias à organização do congresso internacional na Região.
A sessão de abertura esteve a cargo de José Câmara, vice-reitor da Universidade da Madeira para as áreas da Inovação, Internacionalização e Investigação. O programa incluiu intervenções dos investigadores da UMa Luísa Antunes Paolinelli, Leonor Martins Coelho e Bernardo Vasconcelos, que debateram as dinâmicas históricas, culturais e sociais das comunidades lusófonas, bem como os desafios contemporâneos do espaço de língua portuguesa.
Durante o seminário, realizaram-se também reuniões e visitas institucionais ao Centro de Estudos de História do Atlântico, ao Teatro Municipal Baltazar Dias e ao Museu de Arte Sacra do Funchal, com vista à identificação de possíveis parcerias e à valorização dos recursos científicos e culturais da Madeira.
O congresso de Julho de 2027 pretende promover uma reflexão multidisciplinar sobre as comunidades lusófonas à escala global, reunindo especialistas de diferentes países, instituições e áreas do conhecimento.
Segundo Luísa Antunes Paolinelli, o objectivo passa por promover o estudo do espaço lusófono em áreas que vão das Humanidades às Ciências Exactas e da Vida, passando pelas Ciências da Saúde e pelas Ciências Sociais Aplicadas. Também Leonor Martins Coelho considera que a diversidade científica permitirá alargar a abordagem tradicional dos estudos literários, linguísticos e culturais, integrando diferentes perspectivas sobre as experiências e os desafios das comunidades de língua portuguesa.
A organização considera que a realização do congresso na Madeira poderá reforçar a projecção internacional da investigação desenvolvida na Região e consolidar redes de cooperação entre instituições académicas. A localização geográfica e a história do arquipélago são igualmente apontadas como factores que favorecem o diálogo entre culturas e comunidades do espaço atlântico.
A organização do seminário exploratório contou com uma comissão executiva constituída por Cátia Vieira Pestana e Jorge Pereira, bem como com a colaboração de estudantes brasileiras em mobilidade académica na Universidade da Madeira, ao abrigo do projecto Abdias Nascimento.