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Paraguai nega refúgio a pessoas ligadas ao Governo de Nicolás Maduro

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Foto ShutterStock

Os indivíduos ligados ao Governo do Presidente venezuelano Nicolás Maduro que tentem entrar no Paraguai em busca de refúgio terão a sua entrada negada e serão expulsos, anunciaram hoje as autoridades paraguaias.

"Precisamos implementar os processos de triagem adequados para impedir a entrada de pessoas que procuram proteção ao abrigo do direito internacional ou mecanismos legais, como asilo e outros, para fugir à justiça", disse o diretor de Migração em Assunção, Jorge Kronawetter, à rádio ABC Cardinal.

O Governo paraguaio anunciou no sábado, em comunicado, que iria implementar medidas de controlo e de restrição migratória depois de Maduro e a sua mulher, a congressista Cilia Flores, terem sido capturados pelas forças norte-americanas em Caracas, numa operação que incluiu ataques na capital e em três estados vizinhos.

Kronawetter referiu hoje que estão a trabalhar "em coordenação com outras agências de migração da região" neste tipo de medidas destinadas a evitar potenciais "processos de extradição" no futuro.

O responsável detalhou que, se for identificada uma ligação real ao atual Governo venezuelano, a pessoa "é informada do motivo da sua inadmissibilidade" no Paraguai e, posteriormente, "é devolvida ao seu país de origem".

A este propósito, acrescentou que "já foi realizado um trabalho de perfilagem de pessoas diretamente ligadas ao Governo venezuelano" e que têm "uma lista de pessoas que ocupam cargos importantes naquele país".

Por outro lado, Kronawetter enfatizou que os 3.105 venezuelanos residentes no Paraguai e os 5.738 refugiados venezuelanos "devem manter a calma".

"Não haverá caça às bruxas", acrescentou o responsável, referindo que estão conscientes de que poderá haver mais venezuelanos a fugir do "regime" de Maduro e que estas "pessoas serão bem-vindas" no Paraguai.

A Direção de Migração afirmou, em comunicado, de imprensa que as medidas serão aplicadas "com o objetivo de impedir a entrada de pessoas ligadas ao referido regime" e afetarão aquelas com "ligações ao narcoterrorismo ou pendências judiciais".

O Presidente venezuelano e a sua mulher foram detidos na madrugada de sábado numa operação relâmpago de Washington denominada "Resolução Absoluta" e posteriormente transferidos para Nova Iorque, onde enfrentam acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.