Confirmada morte de seis italianos em incêndio num bar na Suíça
As autoridades italianas confirmaram hoje a morte dos seis jovens italianos que estavam desaparecidos após o incêndio ocorrido num bar em Crans-Montana, na Suíça, durante as celebrações da passagem de ano, segundo a agência EFE.
De acordo com o embaixador de Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, não há registo de mais desaparecidos, após a identificação das vítimas através de provas genéticas.
"Confirmo que há seis vítimas italianas identificadas e não temos registo de mais desaparecidos. Este é um balanço definitivo. A informação acabou de nos ser transmitida pela polícia cantonal", declarou Gian Lorenzo Cornado, em declarações à estação Skytg24.
O incêndio no bar "Le Constellation" provocou um total de 40 mortos e 119 feridos de várias nacionalidades, muitos dos quais com queimaduras graves.
Entre os feridos contam-se 14 cidadãos italianos, nove dos quais já foram transferidos para o hospital especializado em queimaduras de Niguarda, em Milão, enquanto cinco permanecem internados na Suíça.
As autoridades suíças já identificaram 24 das vítimas mortais, prosseguindo o processo de identificação das restantes.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após este incêndio.
Outra cidadã portuguesa também ficou ferida, mas encontra-se livre de perigo.
Governo confirma morte de cidadã portuguesa no incêndio em bar suíço
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após o incêndio ocorrido numa estância de esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Noël Barrot, confirmou hoje a morte de um cidadão francês, de 39 anos, no incêndio, acrescentando que o processo de identificação das restantes vítimas continua.
Em declarações à televisão France 2, Barrot indicou que França acolheu 17 vítimas em hospitais e que há atualmente 23 cidadãos franceses internados em unidades de tratamento de queimados, além de oito pessoas ainda dadas como desaparecidas.
O chefe da diplomacia francesa classificou o incêndio como uma "tragédia terrível" e afirmou pensar nas famílias que permanecem na incerteza, adiantando que está prevista para sexta-feira uma cerimónia de homenagem às vítimas e aos familiares.
As autoridades suíças abriram uma investigação criminal aos proprietários do bar, um casal francês, que podem ser acusados de homicídio involuntário, dado que, segundo dados preliminares, o fogo terá sido desencadeado por velas incandescentes colocadas em garrafas de champanhe, que terão tocado o teto do bar, cheio de gente.
Segundo os registos comerciais consultados pela agência de notícias AFP, Jacques e Jessica Moretti, proprietários do "Le Constellation" e de outros dois estabelecimentos em Crans-Montana e na cidade vizinha de Lens, já foram ouvidos como testemunhas.
Centenas de pessoas desfilam para lembrar vítimas de incêndio em bar na Suíça
Centenas de pessoas desfilaram hoje para lembrar as vítimas do incêndio na estância de esqui suíça de Crans-Montana.
O desfile seguiu-se a uma missa na capela de Saint-Christophe, em Crans-Montana, e subiu a montanha, em silêncio, até ao bar "Le Constellation", onde se deu o incêndio, na noite de passagem de ano. Aí chegadas, as pessoas juntaram-se num aplauso demorado, segundo relata a agência de notícias AP, no local.
Durante a missa, o reverendo Gilles Cavin referiu-se à "terrível incerteza" das famílias que ainda não sabem se os seus estão entre os mortos ou os feridos.
A Suíça vai observar um dia de luto nacional em 09 de janeiro.