Quase 12,8 milhões de dormidas turísticas em 2025
Na Região Autónoma da Madeira mais de 2,44 milhões de hóspedes (+9,4%), resultaram em crescimentos recorde de 8,4% nas dormidas face a 2024
Os proveitos totais aproximaram-se de 900 milhões de euros
Com mais de 2,44 milhões de hóspedes entrados e quase 12,8 milhões de dormidas, que geraram proveitos totais de quase 894 milhões de euros, dos quais quase 643 milhões proveitos de alojamento, os dados ainda preliminares do alojamento turístico em 2025 na Região Autónoma da Madeira apenas vêm confirmar mais uma 'escalada' no pico deste sector, para mais um ano histórico.
De acordo com os primeiros dados de Dezembro, que fecham o ano, foram registadas entradas de "156,8 mil hóspedes, os quais geraram 808,0 mil dormidas, traduzindo variações homólogas positivas de 5,8% e 1,9%, respetivamente", revela a DREM, indicador já a 'abrandar' claramente face aos aumentos registados nos meses anteriores. "O segmento da hotelaria concentrou 67,9% das dormidas (548,6 mil), decrescendo 1,7% em termos homólogos. Já o alojamento local (30,2% do total) subiu 11,8%, enquanto o turismo no espaço rural (1,9%) desceu 7,3%", confirma.
Como tem feito sempre, a Direção Regional de Estatística da Madeira corta nas suas contas para efeitos de comparabilidade com os dados divulgados pelo INE, excluindo o alojamento local com menos de 10 camas. Assim, "segundo esta lógica de apuramento de resultados, as dormidas do alojamento turístico registaram um decréscimo homólogo de 2,1%, em sentido inverso ao observado a nível nacional (+3,0%)", calcula.
"Em Dezembro, os maiores aumentos no número das dormidas registaram-se no Centro (+8,4%), no Oeste e Vale do Tejo (+5,7%) e no Norte (+5,2%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentaram decréscimos de 4,5% e 2,1%, respetivamente", evidencia o que pode ser um novo indício de abrandamento nos recordes dos últimos anos.
Diz a DREM que "a taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 52,8%, -1,6 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (54,5%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 61,1% (62,6% em Dezembro de 2024)". E continua: "No mês de Dezembro de 2025, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,70 noites (4,77 em Dezembro de 2024). Os valores mais elevados continuam a ser observados no alojamento local (4,84 noites) e na hotelaria (4,67 noites), seguindo-se o turismo no espaço rural, que apresenta a estada média mais baixa (3,89 noites)."
Mesmo assim, apesar deste Dezembro menos pujante, "no cômputo de 2025, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 2.441,5 mil (2,44 milhões), o que representa um crescimento de 9,4% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 8,4% em comparação com 2024, aproximando-se dos 12,8 milhões. A nível nacional, o crescimento das dormidas foi de 2,2%", sinaliza esse facto de que ainda assim, 2025 está muito acima da média nacional.
Mercado nacional sustenta números
"De realçar que os 10 principais mercados emissores representavam 80,9% do total das dormidas registadas em Dezembro de 2025. Destacaram-se, com um peso superior, a Alemanha (22,0% do total; -0,4% que em Dezembro de 2024), o Reino Unido (18,3%; -1,4%) e Portugal (17,3%; +10,9%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontrava-se o mercado polaco (7,7%; -3,9%), seguido pelo mercado neerlandês (3,6%; +17,4%)", esse mercado a assumir-se como um novo ponto a ter em conta, sem esquecer que, efectivamente o mercado nacional continua a sustentar os números.
Aliás, "em termos acumulados, em 2025, os dois principais mercados emissores internacionais registaram variações homólogas nas dormidas em sentidos opostos: o mercado alemão apresentou um aumento de 0,9%, enquanto o mercado britânico apresentou uma quebra de 1,2%", com o mercado de residentes em Portugal, o "segundo principal mercado neste período" a registar "a variação positiva mais significativa face a 2024 (+33,9%)", confirma.
Ainda assim, em Dezembro de 2025, "os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 6,9% e 8,9%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 60,5 milhões de euros e 41,9 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva, mas de menor intensidade (+6,6%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 5,7%", sendo que, como já referimos, "em termos acumulados, as variações dos proveitos na Região foram de +17,4% e +18,9%, respetivamente, totalizando, em 2025, 893,7 milhões de euros em proveitos totais e 642,7 milhões de euros em proveitos de aposento".
Nota ainda para estes indicadores sobre os aposentos e dormidas. "No mês de Dezembro de 2025, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 75,90 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +8,0% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 112,34€, em Dezembro de 2024, para 124,28€, em Dezembro de 2025 (+10,6% de variação homóloga)".
Ou seja, contribui para que, em 2025, "o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se em 97,61 euros, representando um aumento de 16,8% face a 2024. No sector da hotelaria, o RevPAR atingiu 104,83 euros, correspondendo a uma subida de 17,2%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se em 125,11 euros no conjunto do alojamento turístico (+14,5% em relação a 2024) e em 128,99 euros na hotelaria (+14,5%)", conclui.