Conto do mesmo do mesmo, grande, médio, pequeno e mini
Vivemos neste tempo um período da História que só o Senhor da História entende e não nos explica os pormenores. Apenas nos deixou o seu livrinho de rota com as balizas que Ele terá pensado serem o suficiente para o caminho cheio de labirintos e ratoeiras. O livrinho a que me refiro é conhecido por todos os familiarizados com a sua Igreja e que falam com ele cada dia.
Falar com ele é uma ajuda fora de série que mais ninguém a pode substituir. Muitos tentam explicar o que não entendem e distribuem aos outros e estes a outros e assim ao infinito.
Estou a seguir esses caminhos de labirintos, mas não quero atrever-me a dizer que isto substitui o Livrinho chamado Evangelho. Mas vou tentar dar uma visão partilhada com um ilustre canadense. Alguns dados são dos grandes especialistas do mundo que também não entendem bem. Não sei se alguma coisa se aproveita. Para mim, escrever isto serve de entretimento e talvez tenha umas pontinhas de pensar que ajudem outros.
No mundo atual os grandes, mesmo sem se entenderem, vão jogando para arrebatar, outros dizem roubar a maior parte de tudo para eles. Conseguem entender-se, com as suas regras, que mudam a cada passo para entre eles, uns 3.000, se apoderarem de metade dos bens que o Senhor da História deu para todos os seus filhos, os oito biliões, dizem. Eu não contei.
A seguir, os médios, lá se vão arranjando, não muito bem, para ficarem com uma parte razoável dos bens restantes do globo e arredores. Alguns, ainda, levantam a voz para dizer que é melhor para eles, esses, os de mediana força, se porem de acordo, e observarem outras regras, não tão falsas e injustas como as dos grandes, mas, ainda assim, não de todo contra os pequenos nem também muito a favor, com quem partilham ou deixam alguns restos do que lhes sobra. Não se conhecem quanto são esses restos e para quem ficam. O que se sabe é que já não chegam para todos os pequenos e uma parte considerável deles, alguns falam de uns 700 milhões, outros menos e outros mais. Mas é triste que não só são pequenos mas pequeníssimos, porque muitos são doentes, muitos não tem capacidade de se organizarem e fazer as regras do jogo nem de entender as regras dos outros médios e grandes. Alguns vão-se desenrascando, mas mal, muito mal, e, por isso, morrem continuamente e não deviam morrer ainda, quando os seus próximos não lhes podem valer, porque nãos têm, ou eles chegam demasiado tarde. E os grandes que os poderiam socorrer mais se esquecem deles ou, pior ainda, desejam que desapareçam e deixem mais terras, mares e bens para os do topo dos grandes que seguem uma regra estranha: todos querem ser o único Grande, o maior, o máximo. Mini, nenhum quer ser.
A ajuda dos médios aos pequenos e daqueles a quem o Senhor da História manda ajudar com amor os pequenos não chega para todos nem para tudo.
Mas há mais povos, cidades, agrupamentos de gente, que se diziam tribos. Todos tentam se organizar-se à maneira do grande mundo de todos os filhos do Senhor da História com regras difíceis de entender. Talvez não seja bem todos, mas muitos se organizam-se de modo semelhante: os de mais para um lado, embora não sejam grandes, os de menos para o outro, embora não sejam médios e os mini para baixo de todos. E, assim, para todos os mini ficam sempre menos coisas ou mesmo nada.
Os que não alinham com estas regras dos jogos; justas quase não há, muito poucas; falsas, grande parte, e verdadeiras, poucas. Não é de surpreender que aqui e ali alguns com as suas razões gritem que Deus não quer saber deste mundo nem dos seus filhos. Mas o mais surpreendente é que alguns, ou serão mesmo muitos, procuram guiar-se pelo livrinho guia e confiam n’Ele e esperam d’Ele o resto, que eles não podem fazer e muitos dos grande e dos médios, e dos pequenos não querem fazer para melhorar a vida de todos, os mini não podem, será remediado com justiça e misericórdia, num outro cenário pelo Senhor da História.
Aires Gameiro