JPP quer autoridades a salvar Capela de Nossa Senhora da Vida
"Um Governo que desleixa a memória colectiva, tende a ser um Governo insensível em toda a linha”, alerta Basílio Santos
O partido Juntos Pelo Povo (JPP) veio a pública esta terça-feira, 27 de Janeiro, lamentar que as autoridades regionais "não tenham agido de forma atempada" para salvar a Capela de Nossa Senhora da Vida, na Fajã do Mar, que corre risco de ruir.
Terceira derrocada agrava risco da Capela ruir
A terceira derrocada em cerca de três semanas ocorreu na noite passada na zona da Capela de Nossa Senhora da Vida, na Fajã do Mar, agravando de forma significativa a instabilidade da encosta e o risco associado ao edifício. A informação foi confirmada pela presidente da Câmara Municipal da Calheta, Doroteia Leça, que admite que o imóvel encontra-se agora numa situação de elevada vulnerabilidade.
Em causa está o facto de a infra-estrutura estar em risco iminente de desmoronar, na sequência de três derrocadas no espaço de três semanas, a última das quais na noite da passada segunda-feira.
Em nota emitida, o deputado do Juntos Pelo Povo, natural da Calheta, Basílio Santos, lamenta que “as autoridades não tenham agido de forma atempada na defesa deste património religioso, acabando ultrapassadas pelos factos e colocando em risco a existência da capela”.
“Quem será responsabilizado pelo que vier a acontecer?”, indaga o parlamentar, que apela às autoridades para que “coloquem o quanto antes técnicos no terreno para evitar o colapso da capela”, salientando que “um Governo que desleixa a memória colectiva, tende a ser um Governo insensível em toda a linha”.
Na página oficial da Câmara da Calheta descobre-se as origens da Capela de Nossa Senhora da Vida. Trata-se de uma capela maneirista do século XVII, de planta longitudinal simples com sacristia anexa no seu lado direito. Fundada por D. Inês Teixeira em 1663, era utilizada para celebrar os ofícios divinos, sendo também local de grande veneração dos pescadores e marinheiros que ali vinham pedir proteção. Foi reedificada na segunda metade do século XIX e em 1986.
A 17 de Julho de 1997 a capela foi doada pelo Dr. Adérito Gomes Ferreira e sua esposa, D. Adriana Maria Teixeira Pestana Gomes, à Região Autónoma da Madeira.