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Madeira

Há 30 anos, Jardim cortava pagamentos nos miradouros

'Canal Memória’ ruma a 1996

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O presidente do Governo Regional anulou, há 30 anos, quaisquer projectos que visassem a cobrança de entradas nos miradouros da Região. Alberto João Jardim terminava com uma ideia que havia sido avançada pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos e que visava o miradouro do Cabo Girão.

As declarações do presidente do executivo madeirense apanharam a autarquia de surpresa, isto porque o secretário regional de Turismo alegadamente já tinha demonstrado concordância com esta medida. Para Jardim, num comunicado à imprensa, a cobrança de taxas só deveria acontecer “quando comprovada exaustivamente a sua absoluta necessidade”.

Na altura, o restaurante e sanitários do Cabo Girão encontravam-se encerrados, até dado o vandalismo que o local vinha a ser alvo.

Antes, em 1994, João Carlos Abreu tinha-se mostrado contra a cobrança de entradas nas veredas turísticas. Na altura, afirmou que “a vinda à Madeira já é algo dispendiosa, pelo que não podemos encarece-la ainda mais, criando este tipo de taxas nos acessos aos nossos principais cartazes turísticos”.

A diferença relativamente aos miradouros estava relacionada com a não existência de equipamentos que justificassem o pagamento de bilhete.