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Funchal recebe 21.ª edição do campeonato da Europa feminino de polo aquático com Portugal em prova

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Foto: Federação Portuguesa de Natação

O Funchal recebe, de segunda-feira a 05 de fevereiro, a 21.ª edição do campeonato da Europa feminino de polo aquático, com a seleção portuguesa apurada apenas pela quarta vez da sua história.

A 21.ª edição do torneio feminino, de resto, celebra o centenário de Europeus de polo aquático, iniciados primeiro apenas com masculinos, que contam já 36 edições, estreando um novo formato, com 16 seleções.

A uma primeira ronda, com quatro grupos de quatro equipas, seguir-se-á outra fase de 'poules' - os dois melhores de cada uma disputam o acesso às meias-finais, os dois últimos passam para outra fase, em que definem que jogo por classificação é que disputarão depois.

Presentes no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal estarão os Países Baixos, recordistas de triunfos, com seis, e a vice-campeã do Mundo Hungria, parte do grupo B com Portugal, únicas seleções sempre presentes em todas as edições.

As duas seleções contam-se entre as candidatas ao troféu, assim como a 'inevitável' Itália, no grupo A com a Grécia, campeã do mundo e outra favorita, a Alemanha e a França, e a campeã olímpica Espanha, outra parte do 'grupo da morte', com Portugal, Roménia e Hungria.

No grupo C, as italianas batem-se com Turquia, Sérvia e Croácia, enquanto o D inclui as neerlandesas, campeãs em 2024, mas também Suíça, Grã-Bretanha e Israel.

À agência Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN), Miguel Arrobas, salienta uma organização "muito importante" para o país, que recebeu, em 2025, o campeonato da Europa de outra modalidade olímpica, no caso a natação artística, também na Madeira.

Para o polo, esta "visibilidade que normalmente não acontece" pode ajudar a valorizá-la, bem como o "destino turístico e de eventos por excelência" que é a ilha.

"Porque nós queremos é que haja mais praticantes, haja mais clubes a apostarem também no polo aquático, seja masculino, seja feminino. E isso só se faz também quando todos estamos com essa vontade e com interesse em crescimento da modalidade, e maior atenção. Portanto, obviamente que isso é fundamental e é um passo importante que damos nesse sentido", realça o dirigente.

Inserido no "grupo da morte", com Espanha e Hungria como 'potências' da modalidade e ainda a Roménia, com quem Portugal poderá "disputar o jogo", os adeptos da seleção lusa poderão assistir a "algumas das melhores equipas do mundo".

Em 2025, lembra Miguel Arrobas, havia na divisão principal feminina "menos de 100 atletas", procurando agora a federação "dar a volta" ao número de praticantes, "sob pena de um dia deixarmos de ter polo aquático", procurando investir em torneios de 'mini polo' e polo de praia, criando uma "base de formação" para poder 'sonhar' "com chegar aos Jogos Olímpicos".

Um sonho não afastado completamente para Los Angeles2028, embora o apuramento seja sempre complicado na Europa, onde estão quase todas as grandes equipas, mas um sinal de "esperança" para objetivos futuros.

"É preciso rodagem e experiência. Isso também é muito importante. Mas sabemos também que há sempre limitações financeiras de levar equipas coletivas, seja para onde for. E por isso tentar também com estas possibilidades, trazer também para cá competições de maior nível", acrescenta.