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Explicador Madeira

O que são as bolsas de nicotina e o que a DGS diz sobre elas?

Consumo está a aumentar entre os jovens mas representa perigo.

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A procura por bolsas de nicotina tem vindo a aumentar no país. São vários os órgãos de comunicação social que têm vindo a noticiar o aumento da procura por este produto, que não é legal, nem ilegal em Portugal. Tudo resulta de um vazio legal.

Numa explicação simples, as bolsas de nicotina são pacotes que contêm nicotina e aromas, numa imitação do tabaco, uma vez que a nicotina é sintetizada quimicamente, ao invés de ser extraída das folhas do tabaco.

Daniel Coutinho, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, citado pela Nit, explica os perigos que o consumo desta substância pode representar.

O produto é vendido dentro de latas, que contêm as saquetas individuais, podendo ser comercializadas em diferentes cores e sabores. Uma das promessas é a de uma vida sem tabaco. No entanto, cada bolsa tem entre 3 a 12 miligramas de nicotina e, uma vez que é colocada na gengiva, é melhor absorvida, pelo que pode ser equivalente a consumir vários cigarros. De acordo com o especialista, a mucosa oral tem uma maior absorção e há ainda uma parte da bolsa que pode ser engolida.

Existem também os snus, um produto semelhante, mas que contem tabaco. Para esse, aplica-se a lei em vigor.

No caso das bolsas há pouca informação, mas podem ter “consequências como inflamação da mucosa oral, gengivite” e outras que derivam “diretamente das elevadas concentrações de nicotina”. “Não se sabe quais serão os potenciais malefícios ao longo do tempo, mas já há evidências sociais para proibir”, sublinha.

Já ao JN, a DGS explica que “existem cada vez mais evidências de riscos para a saúde das bolsas de nicotina, não sendo, por isso, a sua utilização isenta de riscos”. O organismo especifica que podem “prejudicar o desenvolvimento cerebral das crianças e jovens, que ocorre até cerca dos 25 anos”, mas também “pode aumentar a probabilidade de os jovens virem a fumar produtos de tabaco tradicionais” e, na gravidez, “a exposição à nicotina pode ser prejudicial para o desenvolvimento fetal”.