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Rei de Marrocos aceita convite de Trump para integrar Conselho de Paz

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Foto EPA

O rei Mohammed VI de Marrocos aceitou o convite do Presidente norte-americano, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz para Gaza como "membro fundador", anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros marroquino.

"Saudando o compromisso e a visão do Presidente Donald Trump para a promoção da paz", o monarca "aceitou graciosamente este convite", referiu em comunicado a diplomacia marroquina.

"Neste contexto, o Reino de Marrocos ratificará a carta que estabelece este conselho", pode ler-se, na nota divulgado pela agência noticiosa marroquina MAP.

Trump divulgou na sexta-feira a composição do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O enviado especial norte-americano Steve Witkoff também fará parte, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Sabe-se ainda que Trump convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.

Moscovo anunciou hoje que Trump também convidou o Presidente russo Vladimir Putin para o seu Conselho de Paz para a Faixa de Gaza.

O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

A Casa Branca (presidência) disse que durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa durante a semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza.

Trata-se de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.

O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.