Montenegro acusa adversários de Mendes de serem "projetos de governação encapotados"
O presidente do PSD acusou hoje os adversários de Marques Mendes nas presidenciais de serem "projetos de governação encapotados" e pediu ao eleitorado do centro que concentre votos para "não arriscar que os dois extremos" protagonizem a segunda volta.
Luís Montenegro falava num comício de apoio à candidatura presidencial de Luís Marques Mendes em Famalicão (Braga), defendendo que o candidato apoiado por PSD e CDS-PP é a única opção que garante "segurança, estabilidade e credibilidade".
"Esta é a escolha que coloca no Palácio de Belém um Presidente da República que o será sem ter atrelado a si um projeto de governação, todos os outros são projetos de governação encapotados disfarçados de Presidente da República", afirmou.
Pelo contrário, defendeu, Marques Mendes "é um projeto de Presidente da República que quer cooperar com um projeto de governação", aquele que lidera.
O também primeiro-ministro, que participa pela segunda vez na campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, assegurou que não quer ter em Belém "uma extensão do Governo", mas acusou os outros partidos de apoiarem candidatos que pretendem que sejam "extensões da Assembleia da República".
Montenegro voltou a apelar ao espaço "da social-democracia, democracia-cristã e do liberalismo moderado", que considera valer entre 35 e 40%, que concentre votos em Marques Mendes, considerando que a dispersão de votos é até "um exercício de masoquismo político".
"Vamos aceitar que, no fim da noite eleitoral de domingo, o espaço mais representativo do pensamento político do povo português possa ficar de fora da segunda volta? (...) A forma de não arriscar que os dois extremos sejam os protagonistas da segunda volta só se resolve se houver concentração de voto num candidato", disse, numa referência implícita a André Ventura e António José Seguro.