DNOTICIAS.PT
Madeira

Cónego madeirense deixa apelo aos fiéis quanto a grupos religiosos não católicos

Marcos Gonçalves alerta fiéis para terem "redobrado cuidado" para não caírem "em erro ou engano por negligência ou falta de conhecimento"

Foto Arquivo/ASPRESS
Foto Arquivo/ASPRESS

O cónego Marcos Gonçalves publicou, esta quarta-feira, uma carta aberta aos fiéis católicos na qual alerta para o risco de confusão entre a Igreja Católica e outras denominações religiosas que utilizam linguagem, símbolos e celebrações semelhantes, mas que não estão em "plena comunhão" com a Igreja.

"O que é importante é que os fiéis católicos não sejam confundidos e, por erro ou por desconhecimento, pensem que essas igrejas são a nossa Igreja", escreve o sacerdote, sublinhando que um católico em plena comunhão com a Igreja "não pode participar em celebrações religiosas de igrejas, grupos religiosos, associações, 'prelatura' ou seitas que não estejam em plena comunhão connosco".

"Os nossos fiéis não devem procurar nem apoiar essas celebrações, nem as confundir com as nossas celebrações ou com os nossos bispos e sacerdotes", sublinha o coordenador do o Diocesano de Pastoral, numa tomada de posição que surge na sequência da notícia do JM-Madeira que expõe um alerta da Diocese de Aveiro sobre Francisco Marques, identificado como um "falso padre", que estará em Machico.

Por este motivo, é necessário ter redobrado cuidado para não cair em erro ou engano por negligência ou falta de conhecimento. É preciso atenção, pois as palavras, os gestos, os paramentos, as leituras e as denominações podem ser semelhantes às que usamos na nossa Igreja, em plena comunhão com Roma e com o Papa Leão XIV. Cónego Marcos Gonçalves

Sem se referir a casos concretos, Marco Gonçalves esclarece que "não basta dizer que é padre". "É preciso saber se o padre frequentou o seminário numa diocese da nossa Igreja, se está incardinado numa das nossas dioceses católicas, ordens religiosas ou outras formas de consagração na vida da nossa Igreja, se realizou o mestrado integrado de Teologia", refere.

"Ou se é padre de uma outra "igreja", com outras formas de funcionar, com toda a legalidade de existir no nosso país. Respeitamos. Existem. Mas não aderimos", sublinha.

Devemos respeitar a liberdade religiosa, mas não podemos deixar de esclarecer as diferenças que existem entre uma “prelatura independente”, fora da comunhão plena com a nossa Igreja na qual fomos batizados. Cónego Marcos Gonçalves

O objectivo da carta, garante, é apenas expor "a doutrina e a disciplina interna da nossa Igreja", sem "denegrir ou lesar a reputação e honra de pessoas ou instituições".

"Neste momento, cada fiel deve, agora esclarecido com estas informações, escolher o seu caminho, sabendo que não pode pertencer ao mesmo tempo à nossa Igreja e a outras denominações religiosas que existam ou possam surgir, mesmo que utilizem a nossa linguagem, os nossos paramentos, as nossas celebrações", finaliza.