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Governo Regional Madeira

JPP critica Governo da Madeira por dívidas de milhares de euros a pessoal da saúde

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O Juntos Pelo Povo (JPP) criticou hoje o Governo da Madeira por dívidas de milhares de euros a médicos, enfermeiros e auxiliares que colaboraram em 2023 no programa adicional de recuperação de listas de espera na região.

"Um governo caloteiro, que não paga o que deve e não premeia o esforço dos profissionais da saúde, que não tem palavra e que goza com quem trabalha, com certeza que é um Governo que não merece confiança e tem de estar sob forte escrutínio em todas as áreas de intervenção", afirmou o líder parlamentar do JPP, Élvio Sousa, em conferência de imprensa, no Funchal.

Élvio Sousa, que lidera o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira (ocupa 11 dos 47 lugares no hemiciclo), considerou "vergonhosas" as prioridades dos responsáveis do executivo madeirense (PSD/CDS-PP).

"Quando se trata de pagar 100/150 mil euros em dívida há três anos aos profissionais de saúde não resolvem rapidamente esse calote, mas quando se trata de arranjar milhões para fazer campos de golfe e concessionar aos amigos ou a arranjar estruturas de missão para alojar ex-secretários são muito céleres e para isso não falta dinheiro", argumentou.

Para o eleito e secretário-geral do JPP, "já basta de esperar e continuar com estas injustiças", sendo necessário "agir e forçar a fiscalização para que cumpram a palavra e sejam responsabilizados".

Élvio Sousa adiantou que o partido requeu esta semana ao Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) documentação sobre esta matéria e que "o objetivo é agir judicialmente em defesa dos profissionais contra estes políticos de ocasião que assumiram compromissos e não honraram a sua palavra."

A este propósito, o líder parlamentar do JPP recordou também que, em dezembro, o JPP requereu com urgência a presença no parlamento da Madeira da secretária regional da Saúde e Proteção Civil, do Conselho de Administração do SESARAM e dos sindicatos, iniciativa rejeitada por PSD e CDS-PP, maioria que governa a região.

O programa de recuperação de listas de espera de pequena cirurgia foi iniciado em 2023, pela anterior responsável pelo SESARAM, Rafaela Fernandes, tendo sido pedido aos médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica que trabalhassem nas folgas, lembrou ainda Élvio Sousa.

"Essa dedicação voluntária dos profissionais de saúde, com custos para a qualidade de vida dos próprios e para as suas famílias, está há três anos por pagar", insistiu o líder parlamentar do JPP, partido que assumiu o problema das listas de espera na saúde como uma das suas bandeiras políticas.