Saiba o que hoje é notícia
Trabalhadores de norte a sul do país vão manifestar-se hoje em Lisboa, numa ação convocada pela CGTP e que culmina com a entrega de um abaixo-assinado para exigir a retirada do pacote laboral.
A manifestação convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira terá início pelas 14:30 na Praça Luís de Camões, em Lisboa, rumando depois à Assembleia da República.
No final, uma delegação da CGTP irá deslocar-se à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, para entregar um abaixo-assinado com "dezenas de milhares de assinaturas" a exigir a retirada do anteprojeto de revisão da legislação laboral.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP antecipou que haverá uma "grande concentração", referindo que desta vez não foram emitidos pré-avisos de greve, dado que a ação é centrada na mobilização da estrutura da central sindical e nos "trabalhadores que estejam em condições de participar".
A CGTP e a UGT levaram a cabo em 11 de dezembro uma greve geral contra a proposta do Governo, a quinta a juntar as duas centrais sindicais, o que não acontecia desde a paralisação conjunta de 27 de junho de 2013.
Hoje também é notícia:
INTERNACIONAL
O Presidente norte-americano, Donald Trump, convocou para hoje uma reunião do executivo para discutir possíveis ações contra o Irão, que poderão incluir operações ofensivas no ciberespaço, sanções ou bombardeamentos cirúrgicos.
O encontro acontece após declarações do governante norte-americano, nas quais admitiu que estava a ponderar novas ações militares contra o Irão devido à repressão dos protestos que abalam a República Islâmica desde o final de dezembro de 2025, já marcados por mais de 600 mortos e milhares de detenções.
A queda do poder de compra de milhões de iranianos, afetados pela crise económica e por quedas históricas do valor da moeda nacional, o rial, está na origem dos protestos antigovernamentais no Irão.
Também hoje, em Bruxelas, vai decorrer uma reunião extraordinária dos embaixadores dos Estados-membros junto da União Europeia para discutir a situação no Irão e a possível imposição de novas sanções ao regime de Teerão.
Na segunda-feira, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, decidiu proibir diplomatas e outros representantes do Irão de entrar nas instalações da assembleia europeia, vincando que a instituição "não contribuirá para legitimar" o atual regime iraniano.
PAÍS
O Tribunal de Matosinhos começa hoje a julgar um guarda prisional acusado de ter introduzido em 2017 telemóveis e droga na prisão de Custóias, no distrito do Porto.
Além do guarda prisional, o processo tem ainda mais cinco arguidos, nomeadamente quatro reclusos e a mulher de um destes.
O guarda prisional está acusado de dois crimes de corrupção passiva e os restantes cinco arguidos de um crime de corrupção ativa.
Segundo a acusação do Ministério Público, a que a Lusa teve acesso, o guarda prisional introduziu em 2017 na prisão de Custóias, onde exercia funções, telemóveis, cartões SIM, cabos e, por uma vez, droga.
Estes produtos destinavam-se aos reclusos, arguidos neste processo, e seriam para vender a terceiros.