Papa lamenta novos ataques na Ucrânia e exorta ao diálogo no Irão e na Síria
O Papa Leão XIV lamentou hoje os novos e "especialmente graves" ataques a infraestruturas energéticas na Ucrânia e exortou ao diálogo e à paz no Irão e na Síria, onde "as tensões persistentes" estão a causar muitas mortes.
Da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, Leão XIV lembrou, após a oração do Angelus, que na Ucrânia "estão a ocorrer novos ataques especialmente graves, dirigidos sobretudo às infraestruturas energéticas, precisamente quando o frio se torna mais intenso", afetando "gravemente" a população civil.
"Rezo por aqueles que sofrem e renovou o apelo para que cessem a violência e intensifiquem os esforços para alcançar a paz", concluiu.
Leão XIV exortou ainda ao cultivo, "com paciência, o diálogo e a paz" no Irão e na Síria, países onde "as tensões persistentes estão a causar a morte de muitas pessoas", após os protestos contra o regime dos aiatolas.
"Os meus pensamentos vão para o que está a acontecer nestes dias no Médio Oriente, em particular no Irão e na Síria, onde as tensões persistentes estão a causar a morte de muitas pessoas", disse o pontífice católico.
"Espero e rezo para que se cultive com paciência o diálogo e a paz, perseguindo o bem comum de toda a sociedade", acrescentou.
O Papa, que hoje batizou 20 crianças na Capela Sistina, estendeu ainda a sua bênção a todos os mais pequenos que receberam o sacramento do batismo em todo o mundo, especialmente aqueles nascidos em condições mais difíceis.
"De maneira especial, rezo pelas crianças nascidas em condições mais difíceis, tanto pela sua saúde como pelos perigos externos", afirmou Leão XIV.
No Irão, os protestos começaram em 28 de dezembro, impulsionados pela crise económica resultante da queda do valor da moeda (o rial) e da elevada inflação, entre outros fatores.
Com o passar dos dias, as manifestações também assumiram um caráter político de crítica ao regime dos aiatolas.
Várias Organizações Não-Governamentais (ONG) denunciaram que os mortos pela repressão aos protestos no Irão se contariam em "centenas", enquanto o país continua sem acesso à Internet. As manifestações cidadãs contra o Governo também continuaram durante a noite passada.