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Portugal Seguro

Com as eleições para a Presidência da República marcadas para o próximo dia 18 de janeiro, gostaria de partilhar as razões que me levam a apoiar a candidatura de António José Seguro a Presidente de todos os portugueses. A minha escolha assenta numa reflexão ponderada sobre o perfil, a visão institucional e o papel que considero adequado ao chefe de Estado. Este é o sentido do meu voto, expresso com convicção, mas também com respeito por todas as posições diferentes da minha. Acredito que, mesmo na divergência, é possível reconhecer a legitimidade do debate e a importância de refletirmos, de forma digna, sobre as opções que temos perante nós.

Toda a campanha de António José Seguro baseia-se numa leitura institucional da Presidência da República, defendendo um Presidente moderador do sistema político e recusando um papel de intervenção governativa paralela. Para Seguro, o chefe de Estado deve garantir o regular funcionamento das instituições democráticas, respeitando o Parlamento, a separação de poderes e as regras constitucionais, assumindo uma função de estabilidade, sobretudo em contextos de crise. Esta perspetiva traduz-se na rejeição de modelos presidenciais personalistas, musculados, ou mediáticos e numa utilização prudente dos poderes presidenciais, reservados para situações excecionais e fundamentadas.

Outro eixo estruturante da campanha foi o combate ao extremismo político e à erosão da cultura democrática. Seguro afirmou-se como defensor intransigente do Estado de Direito democrático, do pluralismo político e das regras constitucionais, assumindo uma postura crítica face a discursos populistas que desvalorizam o Parlamento, a Justiça ou a comunicação social. Rejeitou igualmente a normalização de forças políticas que promovam práticas de exclusão, autoritarismo ou deslegitimação institucional, projetando o Presidente como último garante da cultura democrática. É termos um Portugal Seguro.

Seguro defendeu uma relação institucional leal com o Governo, independentemente da sua cor política, sublinhando o respeito pela legitimidade democrática do executivo sem abdicar da fiscalização constitucional. Quer consensos em matérias estruturais, como a educação, a justiça, saúde ou a política externa. Assumiu, ao longo da campanha, posições claras em defesa da coesão social, do combate às desigualdades e da valorização do Estado social. Afirmou, ainda, uma visão europeísta e atlântica, defendendo a União Europeia como espaço de democracia e solidariedade e valorizando a continuidade e previsibilidade da representação internacional de Portugal.

Sabendo que não há votos inúteis, o apelo explícito ao voto útil funciona como um mecanismo de reforço da moderação no sistema político. É urgente quem se mostre disponível para defender a democracia, a estabilidade do Estado Social e a prudência política. António José Seguro traz consigo a decência e a integridade que se espera de um Presidente da República. É esta a minha escolha. Portugal Seguro.