Funchal é a segunda cidade mais cara do País para arrendar um quarto
Arrendar quartos não é só para estudantes
A cidade do Funchal é a segunda mais cara do País para arrendar um quarto, com quartos a custar 440 euros/mês, revela esta terça-feira, 9 de Setembro, o Relatório Anual de Arrendamento de Quartos do idealista.
A capital madeirense fica apenas atrás de Lisboa, onde arrendar um quarto custa 550 euros/mês. Em terceiro lugar está Porto (430 euros/mês), seguem-se Faro e Ponta Delgada (ambos com 400 euros/mês), Setúbal (375 euros/mês), Aveiro (360 euros/mês), Viana do Castelo (350 euros/mês), Évora (350 euros/mês), Braga (350 euros/mês), Coimbra (335 euros/mês) e Santarém (300 euros/mês). Por menos de 300 euros mensais, encontram-se Leiria (290 euros/mês), Viseu (270 euros/mês), Castelo Branco (250 euros/mês), Vila Real (250 euros/mês), Portalegre (250 euros/mês) e Beja (250 euros/mês).
O preço de quartos para arrendamento em casas partilhadas aumentou 8% no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a análise do marketplace imobiliário líder em Portugal.
Os preços dos quartos para arrendar aumentaram em 13 dos 20 concelhos analisados. Foi em Bragança onde os preços mais subiram, sendo os quartos 15% mais caros do que no mesmo período do ano passado. Seguem-se a Guarda (13%), Castelo Branco (13%), Coimbra (12%), Ponta Delgada (10%), Funchal (10%), Viseu (8%), Viana do Castelo (8%), Vila Real (6%), Évora (4%), Portalegre (4%), Leiria (4%) e Setúbal (3%).
Em Aveiro, Beja, Braga, Faro, Lisboa e Santarém, os preços mantiveram-se estáveis durante o período analisado. Já no Porto, os quartos foram os únicos a registar uma descida, ficando 3% mais baratos no segundo trimestre do ano.
As cidades mais económicas para arrendar quarto são Guarda (200 euros/mês), Bragança (230 euros/mês).
Arrendar quarto não é só para estudantes
Os dados divulgados revelam que o arrendamento de quartos não é uma opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também "na opção eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e em alguns casos até mais tarde".
Metodologia
Para a realização desta análise foram consideradas apenas as cidades com uma base estável no idealista durante o período analisado e com um número mínimo de 30 anúncios. idealista